Velório ocorreu no início deste mês e comoveu todo o país. - Foto: Divulgação/Notisul
Velório ocorreu no início deste mês e comoveu todo o país. - Foto: Divulgação/Notisul

Chapecó

A Chapecoense escolheu Wagner Mancini para comandar a reformulação do time. O treinador disse que sofreu com insônia e declarou que planeja ter 99% do elenco até 10 de janeiro. Começar um time do zero e estar em campo depois de duas semanas de preparação é um dos desafios apontados pelo técnico.

Mancini ressaltou que a reconstrução da Chapecoense tem um componente emocional muito forte por causa do momento doloroso em que assume a equipe. O técnico adiantou que estará atento para qualquer desequilíbrio emocional que possa acontecer. Ele pretende canalizar a tragédia para construir uma força mental positiva desde o começo do trabalho.

Nesta quarta, a Chape fechou com o meia Nadson, que estava no Paraná Clube. Antes, o clube havia anunciado as seguintes contratações: o goleiro Elias, que estava no Juventude, o  zagueiro Douglas Grolli, do Cruzeiro, o meia Dodô, emprestado pelo Atlético-MG, e o atacante Rossi, que defendeu o Goiás na Série B do Campeonato Brasileiro.

A Chape não busca reforços pontuais para um elenco entrosado, a diretoria trabalha para contratar um time inteiro. O calendário do clube é cheio e inclui a Taça Libertadores, competição mais cobiçada do continente. A primeira partida da equipe depois da tragédia será em 25 de janeiro.

O time joga em casa contra o Joinville pela Primeira Liga. A diretoria do adversário afirmou que haverá forte carga emocional na partida e que planeja uma homenagem. O jogo seguinte é pelo Catarinense diante do Inter de Lages em 29 de janeiro.

A Chape também foi convidada para torneios internacionais. O time deve disputar a Copa Suruga (Japão), Troféu Juam Gamper (Espanha) e Troféu Teresa Hererra (Espanha). A equipe catarinense também terá um reencontro com o Atlético Nacional na disputa da Recopa.