A seleção brasileira espera contar com suas principais jogadoras para seu duelo deste fim de semana pelas oitavas de final do Mundial, que está sendo realizado na França.

Nesta quinta-feira, em Lille, após o primeiro treinamento depois da classificação com a vitória sobre a Itália, profissionais do departamento médico conversaram com a imprensa e se mostraram confiantes de que a atacante Marta e a volante Formiga poderão jogar os 90 minutos.

Craque da seleção, Marta se recuperou de lesão na coxa esquerda, participou das duas últimas partidas e fez um gol de pênalti em cada. Porém, contra a Austrália e diante da Itália, foi substituída.

Volta de Formiga

Já Formiga sofreu uma leve entorse no tornozelo esquerdo na derrota para as australianas, no último dia 13, e cumpriu suspensão ao mesmo tempo contra as italianas. “Para o jogo eu acho que a Formiga tem condição de ir, a gente está bem confiante quanto a isso. Hoje (quinta-feira) é o primeiro dia dela (treinando) no campo e ainda teremos amanhã (sexta)”, disse Nemi Sabeh, médico da seleção, que na sequência explicou a situação de Marta.

“A evolução gradativa do retorno ao futebol não pode ser de imediato jogar os 90 minutos. Isso é uma proteção. Aguentar ela aguenta, mas eu não consigo trazê-la para um jogo completo, com alta performance, se ela ainda tiver um desconforto. Começamos com 45 minutos, depois com 60, e é provável que no terceiro ela consiga jogar o jogo todo. É um jogo de mata-mata e nós queremos ver a Marta sangrando dentro de campo. Isso é o ideal”, comentou o médico.

Além de Marta e Formiga, a seleção já teve problemas físicos com várias jogadoras – casos, por exemplo, da zagueira Erika e da atacante Andressa Alves -, que as deixaram indisponíveis para o Mundial.

A comissão técnica está em alerta, mas o departamento médico explicou que as lesões são causadas por diversos fatores, não apenas pela preparação física. “A lesão muscular a gente pode prevenir com inúmeras circunstâncias. Mas a linha de treinamento físico para alto rendimento é uma linha muito tênue entre uma grande performance e uma lesão. Ninguém treina para não machucar. Todo mundo treina para ganhar performance. E as lesões vão acontecer agora, não lá atrás”, disse Sabeh.