Marco Antonio Mendes
Tubarão

Faltava pouco menos de 30 segundos para o confronto entre a Unisul/Seguridade/Penalty e Malwee terminar e os adversários, classificados para as semifinais, pararam de jogar. Reconheceram o excelente trabalho realizado pelas estrelas de Tubarão. Os torcedores que lotaram o ginásio Salgadão ontem à noite aplaudiram e cantaram o grito de guerra de amor ao time.

Os tubaronenses não conseguiram passar pelos jaraguaenses. Foram sete gols em contra os três marcados heroicamente por Christian, Ariel e Raphael.
A trajetória na competição nacional foi finalizada com a cabeça erguida. Afinal, a meta inicial de chegar à segunda fase foi cumprida. E ainda seguiu além.

“Quanto mais jogos a gente ganha e quanto mais fases passamos, acreditamos que é possível chegar ao fim. E por mais que soubéssemos que era difícil, sonhamos com o título. É decepcionante não conseguir”, disse, emocionado, o pivô Raphael.
O time não desistiu um minuto sequer. Entrou com garra em quadra e fez uma partida diferente da apresentada em Jaraguá do Sul, na segunda-feira. Talvez o principal problema tivesse sido, justamente, ter pego a poderosa Malwee nesta fase.

“Infelizmente, não escolhemos os adversários e esta foi a nossa infelicidade. E nós lutamos, jogamos juntos e unidos. Tivemos muita atitude hoje (ontem)”, destacou o ala Gustavo. “Fizemos o que podíamos; sabíamos que não seria fácil. Mas valeu por termos chego até aqui”, completou, com os olhos marejados, o fixo e capitão Jeffe.

A torcida fez a diferença e abafou os poucos representantes de Jaraguá do Sul que insistiam em contar até sete, após o último gol da Malwee. Valter Schmitz, vice-presidente de futsal da Unisul Esporte Clube, ressaltou que sentir a vibração do público era a intenção. “Nós, como dirigentes, e os torcedores nos envolvemos com todo o time e queremos ver a equipe brilhar. Fizemos um excelente trabalho. Ano que vem tem mais. E com reforços”, garantiu Valter.