Florianópolis

O programa Justiça Presente (JP), pela primeira vez desde a sua instituição em 2006, concluiu o atendimento de uma ocorrência em estádios de futebol em Santa Catarina com a decretação da prisão preventiva de um torcedor. O fato inédito ocorreu no Estádio da Ressacada no último domingo, durante a primeira partida da decisão do Campeonato Catarinense entre as equipes do Avaí e da Chapecoense.

Um torcedor do time mandante, de 33 anos, residente na servidão dos Caranguejos, em Canasvieiras, após agredir seguranças e ambulantes, resistiu ao encaminhamento ao JP e lá passou a proferir ameaças de morte contra a sua mulher, que o acompanhava, e também contra policiais militares e civis e a delegada de plantão. Disse ainda ser integrante de facção criminosa em ação no Estado. Por conta de todo o quadro, assim como a necessidade de manutenção da ordem pública, o promotor Geovani Werner Tramotin requereu a prisão preventiva do torcedor, imediatamente decretada pelo juiz Otávio José Minatto.

“O comportamento altamente agressivo, recusando obediência às autoridades que compõem o programa Justiça Presente, recomenda que, cautelarmente, seja decretada a prisão preventiva, até para evitar que, solto, venha a praticar crimes graves se consumadas as suas ameaças”, justificou o magistrado. Esta foi, em 11 anos de existência, a primeira vez que um torcedor teve preventiva decretada no âmbito do Justiça Presente.