Rafael Andrade

Braço do Norte

O karatê é um esporte-arte fundamentado nos princípios do respeito mútuo e equilíbrio corpo mente, de forma a buscar o elevo do caráter e harmonia no convívio social, procurando sempre a correção dos erros em uma visão de autoestima a si e ao próximo. É uma arte marcial japonesa desenvolvida a partir da arte marcial indígena de Okinawa sob influência da arte da guerra chinesa. Em Braço do Norte, duas irmãs seguem à risca toda esta essência. Apoiadas pelos pais, as meninas treinam há cerca de dois anos e estão entre as principais atletas da modalidade na região.

Letícia Matuchaki Marcelino, de 8 anos, e Ana Karolina Matuchaki Marcelino, 19, respiram o esporte na casa dos pais, orgulhosos, Manoel Marcelino e Marlene Novadezicki Matuchaki Marcelino, seus principais incentivadores. A família mora no bairro Floresta e, aproveitando a academia do agora amigo o sensei Romildo Anfilóquio, na mesma comunidade, elas decidiram iniciar os treinamentos. Ana Karolina já ajuda em casa e trabalha fora, mas assim que chega já se prepara para os treinos, que ocorrem praticamente todos os dias. “O karatê me ajudou a ver que sempre que eu cair posso levantar, por esse e outros motivos me apaixonei por este esporte e me dedico para crescer cada dia mais com ele”, agrega a jovem. A caçulinha, porém não menos empolgada reforça este compasso: “Com o karatê aprendi a ter mais respeito e disciplina. É um esporte que me identifiquei e que me faz sentir cada dia melhor. Meu sonho é representar o Brasil”, mira Letícia. 

Como em praticamente todas as modalidades no país, as artes marciais também contam com pouco apoio. As irmãs participam, com regularidade, de competições em Santa Catarina e até em outros Estados. A prefeitura. “Elas têm poucos patrocínios, precisam de mais ajuda. A prefeitura oferece o transporte até as competições, principalmente quando é perto, e contam também com apoio da Loja Favorita Calçados, Posto Oening, Academia Multiforma, Nani Nutricionista, Mirtis Massagista e Farmácia Boa Vista. Mas ainda é pouco, pois os custos com quimonos, luvas e outros materiais é bem alto. Mas tenho certeza de uma coisa: nem elas e nem os nós, os pais, iremos desistir. Sonhos não podem ser apagados. Elas estão vivendo o delas. Damos força para que sigam em frente neste esporte que tanto gostamos”, fala Manoel, emocionado e orgulhoso.

 

O próximo campeonato agendado para a dupla é dia 15 de junho, em Barra Velha. Até lá terão participação especial em eventos regionais, como um que será disputado em Tubarão no próximo dia 27. Sucesso pleno, meninas!