Marco Antonio Mendes
Tubarão

“Se a nossa história não for contextualizada e registrada, nos tornaremos um povo sem memória” é justificativa do escritor César do Canto Machado, sobre a sua mais recente obra. Os 90 anos do time tubaronense, que voltou aos campos em 2008, foram imortalizados no livro Hercílio Luz Futebol Clube: Vida e Glória do Leão do Sul.
O resgate da memória do Hercílio é contado nas 216 páginas. Além dos textos, fotos históricas compõem o livro.

Hercilista desde 8 anos, quando veio morar em Tubarão, o autor demorou dez anos para finalizar o grande sonho. O envolvimento de César com o clube era de torcedor fanático.
“Eu recortava reportagens dos jornais, colecionava álbuns de figurinhas, ia todos os dias para acompanhar os treinos e sabia de tudo o que acontecia. Com este acervo, juntei outros documentos e ouvi lendários ex-jogadores e dirigentes do clube”, conta.

O livro é um mergulho no passado. Até mesmo os placares de diversos jogos foram registrados. Cada vez que fala do time do coração, César enaltece o Leão do Sul, sempre com uma natural pitada de rivalidade para o Ferroviário. Aliás, o livro conta como surgiu o nome do clássico tubaronense, o Ferro-Luz. Foi o radialista Walmor Silva que simplificou o confronto entre Hercílio Luz e Ferroviário.
Até mesmo os mais recentes fatos, que hoje está na Divisão Especial, não deixaram de ser citado.

“Aquele jogo contra o Juventus (o primeiro confronto oficial após 13 anos) não foi uma derrota. Foi uma vitória porque o time reergueu-se. Foi incrível os novos e velhos hercilistas”, diz o escritor, que não acredita na união entre os dois times tubaronenses.
Hercílio Luz Futebol Clube: Vida e Glória do Leão do Sul está à venda na livraria Santa Fé, ao valor de R$ 25,00.