Marco Antonio Mendes
Tubarão

Pronto para deixar Tubarão, o zagueiro Márcio Abreu vai embora desiludido com a expectativa criada quando chegou à cidade para integrar o elenco do Hercílio Luz. Ele chegou ao estádio Anibal Costa em meados de junho. Tanto Márcio quanto o meia Esquerda eram considerados as principais contratações do time tubaronense àquela época, antes da estréia.

Oito jogos depois e com a participação encerrada no Estadual da Divisão Especial, o atleta viu cinco mudanças de técnicos; umas tantas alterações no time com jogadores que entraram e saíram (inclusive o colega Esquerda); cinco derrotas; um empate e duas vitórias. Para toda esta irregularidade no retorno tão aguardado de um dos clubes mais antigos de Santa Catarina, Márcio Abreu tem uma simples explicação: faltou alguém que conhecesse os meios do futebol.

“Os dirigentes são novos no futebol, quase não sabiam quem contratar e onde buscar. Na primeira semana, quando cheguei aqui, pensei em voltar para casa, porque vi um grupo muito jovem e aparentemente sem experiência. Mas resolvi acreditar. Não tenho como negar que, ao longo do campeonato, foram aprendendo (os dirigentes) e caminhando para fazer o certo. Só que já era tarde. Foi uma competição muito curta”, ressalta o jogador.

Márcio foi um dos que mantiveram a regularidade na equipe. Esteve desde o início e fez cumprir a responsabilidade inicial, de ser uma das apostas do time. Lamenta o fato do primeiro treinador, Paulo Cunha, ter misturado o profissional com o pessoal. Segundo ele, alguns jogadores estavam ali porque eram amigos do técnico, mas não possuíam qualidade suficiente para permanecer em uma equipe que almejava subir à elite. “O que começa errado, termina errado”, conclui.