Marco Antonio Mendes
Tubarão

Em uma destas partidas da Unisul/Seguridade/Penalty, na segunda fase da Liga Futsal, quando o placar estava apertado para a equipe tubaronense, o ala Gustavo, ao ver os adversários ampliarem a vantagem sobre o time da casa, sentou no chão e ali ficou por alguns segundos.

Foi notório observar em seu rosto o sentimento de decepção. Uma reação que ele não pôde controlar, apenas sentiu. Aquilo havia sido o suficiente para ele levantar e voltar a jogar com mais força. O confronto terminou empatado, e ele cumpriu o seu objetivo.

“Acho que neste campeonato eu poderia ter feito mais gols”, avalia o atleta, que marcou quatro, e acredita que teve possibilidades de aumentar este número. O importante mesmo é perceber o amor que sente pelo futsal; a admiração que tem pelos colegas e que acredita fielmente no clube que defende.

Gustavo Karlinski é natural de Santa Rosa, mas morou em Três Coroas e Passo Fundo (tudo no Rio Grande do Sul). Tubarão é o lugar mais longe que ele já esteve e não sente tanta diferença em relação às outras cidades. “A adaptação foi fácil”, relata.

Veio parar na Unisul a convite do treinador Paulinho Gambier, no começo deste ano. Segundo ele, o bom mesmo foi ter conhecido o técnico, que lhe deu esta oportunidade. Antes, jogava no time da própria cidade, junto com o ala Gordo, hoje também na Unisul.
O futsal faz parte da vida do atleta desde os tempos de escola. A sua cidade natal tem tradição no esporte e a família sempre apoiou as atividades físicas.

Em quadra em todos os jogos desta temporada, raramente se vê Gustavo receber uma advertência do árbitro. “Só se for por algo que não prestei atenção. Minha característica é não ter marcação forte. Gosto de ser calmo e não fico nervoso com qualquer coisa”, conta.