Marco Antonio Mendes
Tubarão

Estava quase escuro quando a equipe da Unisul/Seguridade/Penalty começou a se encontrar atrás do ginásio de esportes da universidade. Um a um, os atletas e comissão técnica chegavam com malas e mochilas, prontos para o penúltimo confronto da segunda fase da Liga Futsal, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, amanhã.

Enquanto esperavam o ônibus para seguir viagem, o chimarrão de fim de tarde passava por um e outro. “Não pode faltar o chimarrão. Para mim, tem que ter todos os dias. De manhã e no fim da tarde”, dizia o treinador Paulinho Gambier, um carioca de costumes gaúchos.

No meio das malas, uma um pouco menor. Era a bolsa do vídeogame, um Playstation, que está sempre junto do time nas viagens. Quando é possível, as estrelas do futsal tubaronense engatam o brinquedo no televisor do ônibus e divertem-se nas partidas de futebol virtual, durante as longas viagens.

A brincadeira acaba quando o técnico Paulinho cisma em assistir os seus filmes preferidos. “Paulinho só gosta de ver filme de faroeste, imagina se a gente vai ter paciência para ver isto?”, zombava o goleiro Rapha. “Eu espero que tenham passado na locadora para pegar uns”, completava Paulinho.
O ala Cabreúva também viajou com todo o time, ainda que não vá jogar amanhã. Ele está suspenso por cartões amarelos. E, apesar de não entrar em quadra, estava ainda mais desanimado porque alguns problemas ficariam pendentes na cidade.

No momento que o fisioterapeuta Alexandre Zaboti chegou ao ponto de encontro para a viagem, o ala Pakito não perdoou. “Você precisa acalmar-se mais para evitar coisa pior”, disse o jogador, em referência ao desentendimento entre a equipe da Unisul e RCG/Banespa, no jogo de quarta-feira à noite.