Jailson Vieira
Porto Alegre (RS)

O amor por um time, o cantar, se alegrar e sofrer junto com milhares de torcedores dentro e fora dos estádios algumas vezes têm se tornado secundário. Em muitas oportunidades, o protagonismo nas competições estaduais, nacionais e internacionais tem sido o da violência.

O entorno da Arena Grêmio, no domingo, tornou-se retrato de clima de guerra antes da partida entre o Grêmio e Flamengo, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Próximo ao estádio, alguns dos ônibus da torcida do Rubro-negro, inclusive, dois da região de Tubarão, foram apedrejados.

De acordo com o torcedor do Flamengo Leandro Souza Della Giustina, de Braço do Norte, foram momentos de tensão. “Foi um vandalismo. Chegamos na cidade tranquilos e prontos para fazer a festa dentro do estádio, porém, próximos da arena os dois ônibus com cerca de 80 torcedores de Tubarão e também de Braço do Norte foram atacados. Arremessaram pedras, madeiras e tijolos. Fechamos os vidros, as cortinas e nos jogamos no corredor do veículo para nos protegermos”, conta. 

Conforme Della Giustina, os torcedores da região só ficaram tranquilos quando chegaram em frente ao estádio, próximo à cavalaria gaúcha. “Não havia policiais nas imediações de onde o ônibus passava, que ficava entre 200 e 300 metros da arena. Quando os torcedores do Tricolor saíram atrás de nós, pedimos para o motorista acelerar para deixarmos o lugar. Ninguém queria sair do veículo. O bom é que nenhum torcedor dos dois ônibus se feriu. Não tenho mais intenção de voltar para o estádio”, afirma.

Apesar da confusão, os torcedores conseguiram assistir ao jogo no estádio. O Flamengo perdeu para o Grêmio por 3 x 1 pela 32ª rodada do Brasileirão.