Criciúma

Foi aberto na quinta-feira, em Criciúma, o primeiro Seminário de Capacitação para Árbitros e Assistentes organizado pela Federação Catarinense de Futebol, por meio do Departamento de Arbitragem, com apoio da Confederação Brasileira de Futebol. O evento conta com 47 inscritos da região Sul. As próximas etapas ocorrem na Grande Florianópolis, Oeste, Vale do Itajaí e Norte, visando qualificar um total de 226 árbitros e assistentes em todo o estado.

A capacitação de árbitros e árbitros assistentes federados consta de apresentações teóricas e práticas, levando em conta as diretrizes emanadas da Escola Nacional de Arbitragem (Enaf). O conteúdo programático abrange palestras tendo como base o Livro de Regras 2018/19, contendo análise de videos, aplicação de vídeo-testes, avaliações teóricas e trabalhos práticos em campo.

O seminário foi aberto oficialmente às 19 horas no Tri Hotel, com a presença do diretor executivo da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Lédio Daltoé, do vice-presidente Sul, Emerson Lodetti, do diretor de Arbitragem, Marco Antônio Martins, e dos presidentes da Liga Atlética da Região Mineira (Larm), Guilherme Gomes e da Liga Imbitubense de Futebol (LIF), Julio Cesar Magalhães.

Falando em nome do presidente Rubens Angelotti, o diretor executivo da FCF salientou que a arbitragem é um dos pilares da atual administração. “A profissão de árbitro é muito difícil. Tem menos de três segundos para tomar uma decisão. Por isso é preciso, através deste tipo de treinamento, dar ainda mais condições para que a equipe de arbitragem tenha muito mais subsídio para tomar a decisão correta”, comentou Lédio Daltoé.

O instrutor técnico e membro da Comissão de Arbitragem da FCF, Cantucho João Setubal, ministrou a primeira palestra da noite, falando sobre trabalho em equipe, controle de jogo, posicionamento, área penal e o que pode alterar o desenvolvimento normal de uma partida. “O árbitro é uma liderança em campo. Muitas vezes um gesto é mais importante do que uma palavra. O árbitro deve mostrar que tem comando e autoridade. A linguagem corporal e a personalidade são muito importantes para um árbitro ter respeito em campo e conduzir bem uma partida”, orientou Cantucho.

A regra 11, que trata da posição de impedimento e a marcação da irregularidade, foi o tema da segunda palestra. A instrutora Érica Gonçalves Krauss insistiu na necessidade da padronização na interpretação dos lances, oferecendo subsídios para um melhor trabalho em campo.