Marco Antonio Mendes
Tubarão

Gramado vazio. Comissão técnica no banco. Jogadores pelo lado de fora do gramado, sem uniforme de treino. Os trabalhos pós-oitava rodada simplesmente não ocorreram. Parecia até uma cena já vista no ano passado no Atlético Tubarão, mas tudo se repete mais uma vez.
Os atletas decidiram não entrar em campo na tarde de ontem porque os salários continuam sem serem pagos.

A paralisação não tem data para acabar, uma vez que os jogadores decidiram que apenas voltam quando a diretoria resolver efetuar os pagamentos.
“Disseram que receberíamos segunda-feira. Os dias passaram e nada aconteceu. Aí, falaram que nos pagariam antes do jogo. Só que não tem como continuarmos esperando. Temos contas para pagar, famílias para manter. Só voltaremos quando a situação for resolvida”, desabafou o meio-campo e atacante Ernesto.
Segundo o presidente do clube, Pedro Almeida, a previsão é que os salários sejam pagos ainda hoje.

“Esta é uma situação complicada porque estamos atrás dos recursos. Mas não é fácil. Queríamos uma folha de pagamento mais enxuta. Até agora, gastamos cerca de R$ 150 mil no Campeonato Catarinense. Por mês, gastamos mais ou menos R$ 50 mil a 70 mil, incluindo salários de jogadores e funcionários, alimentação, taxa das partidas, inscrição de atletas”, explica.
Com menos tempo em campo para os treinos, a situação do Atlético Tubarão complica-se ainda mais. Neste domingo, o time enfrenta o Brusque, na última rodada do primeiro turno do Estadual.
A equipe comandado por Joceli dos Santos soma apenas quatro pontos no campeonato.