Lauro Müller

Quando trocou Tubarão pela cidade natal, Lauro Müller, em 2014, Alex Dias Teixeira também iniciou a pedalar. E não parou mais. Tanto que logo começou a competir. E a vencer.

No primeiro ano de provas, o pior resultado foi um terceiro lugar. E mesmo com o bom histórico que acumulou, o ciclista de 52 anos pode ficar fora das competições. Isso porque ele sofre com a falta de patrocínio, o que deve inviabilizar novas disputas em 2019. 

“Está muito complicado. Muita despesa, não aguento sozinho. Muita correria. Em qualquer lugar que vá tem hotel, despesa de gasolina. Eu consegui alguma ajuda para a Threerace, realizada no Rio Grande do Sul. Por enquanto não tenho nada definido. Estou parado, descansando”, revela.

Vitórias

Alex começou a competir em 2018, e logo na primeira prova, o Desafio Serra do Rio do Rastro, já subiu no lugar mais alto do pódio na categoria Master C1. Ainda fez o trajeto cinco minutos mais rápido que o segundo colocado. 

Depois disso, seguiu com mais vitórias. Foi campeão na Copa Soul e da Copa Free Force na Master C1. Na Threerace, competição internacional realizada em São Francisco de Paula (RS), ficou com o segundo lugar, e em mais uma participação no Desafio Serra do Rio do Rastro, em novembro, ficou com a terceira posição. 

“Foi um ano muito bom. Excelentes resultados. Dedicação, treinamentos de três a quatro horas por dia. Agora eu vou descansar. Como a princípio não tem nada, eu só vou manter para não perder o ritmo que eu já ganhei.  Mas caso consiga patrocínio, ai já começa o treino mais profissional. A gente vive em função da bike”, revela.

Alex conta que além dos gastos com transporte e hospedagem, a manutenção da bicicleta é outro gasto elevado. “Corrente é uma por mês. Numa faixa de R$ 150 a R$ 200. Mais pneu, movimento central, cassete e caixa de direção”, conta o ciclista, que ainda conta com o apoio para 2019.