O sistema de vídeo-arbitragem (VAR) foi autorizado para todas as competições, especialmente para a Copa do Mundo da Rússia em 2018. O anúncio foi feito neste sábado, em Zurique, pela International Board (IFAB), órgão que regula as normas do jogo. Este sistema tecnológico de ajuda, já aprovado em várias competições desde 2016, pode ser usado apenas em quatro casos: para validar ou não um gol, atribuir ou não um cartão vermelho, conceder ou não um pênalti e corrigir um erro de identificação quanto a um jogador que for punido.

A decisão foi tomada com a unanimidade dos membros da instância, subordinada à FIFA e às Federações, que criaram as normais originas do futebol, Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda do Norte), segundo um comunicado. “Esta reunião histórica, liderada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, abre uma nova era no futebol com o assistente de vídeo, o que ajudará a melhorar a integridade e a igualdade no jogo”, escreveu o International Board. “Esta é uma novidade importante no futebol, que foi discutida durante décadas. Decidimos testar o VAR em março de 2016 porque, se não tentássemos, nunca saberíamos se funcionaria”, explicou Gianni Infantino em uma coletiva de imprensa.

Infantino sempre foi favorável à introdução do VAR. Por outro lado, a UEFA foi mais cautelosa: o presidente Aleksander Ceferin anunciou na segunda-feira que o sistema não seria usado na “Champions” 2018-2019. Este sistema tecnológico de ajuda, já aprovado em várias competições desde 2016, pode ser usado apenas em quatro casos: para validar ou não um gol, atribuir ou não um cartão vermelho, conceder ou não um pênalti e corrigir um erro de identificação quanto a um jogador que for punido.

Desde março de 2016, o VAR foi utilizado em mais de 800 jogos com resultados positivos, garantiu o IFAB. Em 8% dos duelos, o VAR teve “um impacto decisivo no resultado final” e a cada quatro jogos “um impacto positivo”, segundo um balanço da entidade. Alguns nomes do mundo do futebol duvidam da eficácia do recurso em não quebrar o ritmo e a fluidez do jogo, mas a IFAB indicou que o tempo perdido com a vídeo-arbitragem representa menos de 1% do tempo total da partida. O número é muito menor se comparado ao tempo desperdiçado com faltas, cobranças de escanteio e tiros de meta.

Os erros também são relativamente raros: apenas em 5% dos casos analisados o vídeo deixou passar um erro claro e manifesto. O número “é muito tranquilizador, levando em conta o curto período de testes e os erros humanos inevitáveis”, avaliou a entidade. A IFAB garante que o número de equívocos vai diminuir, à medida em que a experiência no uso do VAR dos árbitros aumente.

O vídeo já foi testado em várias competições internacionais, como a Copa das Confederações, a Recopa Sul-Americana, a Bundesliga, a Serie A e a Copa da França. As reações foram diversas. O VAR é a segunda incursão em tecnologia no futebol após a introdução da GLT (GolControl ou tecnologia na linha de gol) na Copa do Mundo de 2014.