Tubarão

Um sonho dos torcedores do Atlético Tubarão se tornou realidade. O clube garantiu a concessão pública do Domingos Silveira Gonzalez para os próximos 30 anos. A conquista foi publicada no Diário Oficial da União, por meio de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Michel Temer. Há ainda a possibilidade da prorrogação do prazo por mais três décadas.

Para o presidente do clube, Gilmar Negro Machado, o Cascão, essa é uma vitória que já era aguardada há tempos. 

“É uma coisa que já estávamos preparando há seis meses. Uma coisa feita em conjunto. Só faltava o presidente assinar. Agora já estamos com toda a papelada encaminhada. Vai passar pela Casa Civil e a Secretaria de Patrimônio faz o contrato conosco”, explica. A expectativa é que tudo seja finalizado até novembro.

Com a posse do complexo, que abrange ainda o Ginásio de Esportes José Warmuth Teixeira, o clube deverá realizar investimentos na área. 

“Nós passamos a ter essa responsabilidade. E o período é prorrogado por mais 30 anos se bem cuidado. E se a coisa é nossa, pode receber investimentos”, revela Cascão. “Queremos em no máximo 60 dias, começar a mexer no ginásio. Queremos fazer um campo sintético com um lado só de arquibancada e fazer a própria secretaria do clube lá mesmo, na parte de cima”, complementa o presidente.

Entenda o caso

A Medida Provisória 852/18 contempla não apenas o Peixe, mas todas as entidades desportivas – de quaisquer modalidades – que porventura tenham um cenário parecido, envolvendo uma área pertencente à União. O texto final da MP em seu artigo 18-B, destaca essa situação: 

“Os imóveis da União que estiverem ocupados por entidades desportivas de quaisquer modalidades poderão ser objeto de cessão em condições especiais, dispensado o procedimento licitatório, observadas as seguintes condições: exclusivamente para ocupações anteriores a 5 de outubro de 1988; pelo prazo máximo de 30 anos, admitidas prorrogações por iguais períodos”.

Além do time tubaronense, outros clubes tem situação semelhante ao Peixe. Operário de Ponta Grossa, Paraná, São Caetano, Portuguesa Santista e Santos também travam disputas judiciais com a União por conta de terrenos antigos.