Marco Antonio Mendes
Tubarão

Após o jogo do Atlético Tubarão contra a Chapecoense, domingo, o ex-presidente do Peixe, Clovis Damaceno Paz, foi impedido de entrar no campo pela polícia que fazia a segurança da partida. Inconformado, ele exaltou-se e desabafou que, se não fosse por ele, “o time não estaria onde está”.

Ontem, mais calmo, Clovis, disse ao Notisul que não entende o motivo de ser barrado no clube que investiu cerca de R$ 500 mil. “Desci pelo portão de acesso ao campo, mas os seguranças me disseram que todo mundo poderia passar, menos eu. Resolvi pular o muro, aí vieram para cima de mim. Não me tiraram à força, mas disseram que estavam cumprindo ordens”, relata, e afirma que queria apenas cumprimentar os jogadores e o técnico.

O ex-presidente conta que, quando deixou a presidência, no ano passado, tentou manter contato com a nova diretoria, mas foi impedido até de expressar opinião. “Estão dizendo até que torço para o time ser rebaixado. Mas por que eu faria isso se o principal prejudicado seria eu?”, questiona, referindo-se à dívida que o clube teria com ele.

O atual presidente do Atlético Tubarão, Pedro Almeida, disse que não sabia do episódio ocorrido após a partida no Domingos Gonzales. Ficou sabendo apenas ontem, pela imprensa. Para Pedro, Clovis está querendo desempenhar uma função que não é mais de sua responsabilidade. “Como ex-presidente, deveria comportar-se como tal. Tem que ficar na dele e não querer se meter no que decidimos fazer. O que ele quer mantendo contato com os jogadores?”, queixa-se o presidente.

Clovis está preocupado em receber o dinheiro que investiu no clube. A dívida, porém, é considerada uma incógnita para a atual diretoria. Segundo Pedro, até hoje não foi encontrado documento algum que comprove o gasto de R$ 500 mil pelo ex-presidente. “Não tenho nada para pagar porque ele não tem como provar que deixou o dinheiro aqui”, rebate.