Lima, Peru

No segundo dia de competições do levantamento de peso nos Jogos Parapan-Americanos de Lima o Brasil teve um dia repleto de participações. Nesta sexta-feira (30), o destaque ficou com Mariana D’Andrea, que conquistou a medalha de ouro quebrando o recorde da competição, além do talento e esforço demonstrado pelo halterofilista de Capivari de Baixo, Ezequiel de Souza Corrêa, o Zico, personagem em várias reportagens nos últimos três anos no Jornal e Portal Notisul, sempre de olho nas Paralimpíadas de Tóquio, no Japão, no próximo ano, e conquistou sua tão almejada vaga.

Zico competiu na categoria até 72kg. Logo no seu primeiro levantamento, o brasileiro conseguiu 167kg e assumiu a segunda colocação geral da prova. Em sua segunda tentativa, Ezequiel aumentou sua carga para 170kg, conseguindo efetuar o movimento sem nenhuma penalidade e saltou para a primeira posição geral da categoria. Em seu último ato nos Jogos Parapan-americanos de Lima, o brasileiro colocou mais um 1kg, mantendo sua colocação e ficando com a medalha de ouro. Completaram o pódio da categoria até 72kg o colombiano Javier Montenegro, com a prata, e o venezuelano Jackson Perez com o terceiro posto.

Desde a infância, ele teve dificuldades relacionadas à deficiência fibular. Superadas as adversidades, o catarinense é atualmente o melhor paratleta na modalidade do halterofilismo no ranking nacional da categoria. “Nasci em Tubarão e fui criado desde os primeiros dias de vida no bairro Caçador, em Capivari de Baixo. Sou de uma família humilde e em meio a tantas dificuldades, participar desta semana de treinamento e avaliações com a Seleção Brasileira, deixa-me orgulhoso e muito emocionado”, destaca.

O halterofilismo é um esporte cujo objetivo é levantar a maior quantidade de peso possível, do chão até sobre a cabeça, em uma barra em que são fixados pesos. Na busca por um corpo ideal ou muitas vezes por amor ao esporte, a modalidade tem sido a procura de muitas pessoas para garantir mais resistência muscular.

Outros medalhistas

Na disputa da categoria 61kg e 67kg, que foram disputadas juntas em Lima, o Brasil teve como representantes Terezinha Mulato e Mariana D’Andrea. Na disputa, as duas brasileiras tiveram desempenhos opostos.

Mariana conseguiu sucesso, levantou 117kg e fez o novo recorde dos Jogos Parapan-Americanos e abriu vantagem para as demais participantes. Não feliz com o resultado, D’Andrea colocou 122kg em sua última tentativa e aumentou ainda mais o novo recorde da competição continental.

“Foi uma prova difícil mas eu esperava esse resultado. Treinei para essas marcas e fico feliz te ter alcançado aqui, ter feito o novo recorde dos Jogos Parapan-Americanos e ter conquistado o ouro para o Brasil”, comentou Mariana.

Já Terezinha Mulato não  teve nenhuma de suas tentativas validadas pelos árbitros, terminando sua participação em Lima 2019 no quarto lugar. Completaram o pódio da categoria Miriam Jimenez, do México, com a prata e a chilena Pamela Rojas com o bronze.

Na categoria até 59kg masculina o representante brasileiro foi Luciano Dantas, o Montanha, teve uma participação consiste em Lima. Em sua primeira tentativa o brasileiro conseguiu a marca de 150kg, ficando na terceira posição. Na sequência, Luciano aumentou 1 kg na carga, acertou o movimento e subiu para a segunda colocação.

Em sua terceira tentativa, o Montanha colocou com carga 158kg mas acabou falhando no movimento, o que invalidou o resultado, mantendo Luciano Dantas com a segunda colocação e a medalha de prata. O destaque da categoria foi o chileno Juan Garrido que com 187kg feitos em seu terceiro levantamento quebrou o recorde dos Jogos Parapan-americanos, que já era dele, e confirmou o ouro. O bronze foi de Carlos Betancourt, da Venezuela.

“Fou uma competição difícil. Tive problema com o peso, perdi de forma gradativa para não precisar chegar aqui na correria para perder peso e o resultado veio. Em Toronto já tinha realizado o sonho de ir ao pódio com o bronze, aqui em Lima foi prata, isso mostra que o outo está próximo”, comentou Luciano.

Na categoria até 73kg, Amanda de Sousa e Angela Teixeira representaram o Brasil. Com problemas para terem suas tentativas validadas, as brasileiras brigaram entre si pela medalha de bronze.

Com esse cenário e tendo levantado 93kg, um a mais do que sua compatriota, Amanda de Sousa terminou sua participação com o o terceiro lugar e Angela Teixeira foi quarto.

“Pensei que não tinha conseguido pódio. Terminei a competição e meu técnico me falou que precisava me trocar para ir para a medalha. Fico feliz pela conquista, mas acho que poderia mais um pouco do que fiz”, disse Amanda.