Tubarão

 

Até 2000, a população brasileira era de aproximadamente 170 milhões. Aproximadamente 25 milhões possuíam algum tipo de deficiência. Em Santa Catarina, este número era de 761,5 mil. No estado, as iniciativas que visam à inclusão desta população têm crescido. Ainda é pouco, verdade. O Brasil precisa evoluir muito para que estas pessoas alcancem a cidadania em sua plenitude.
 
Mas existem exemplos vitoriosos e que merecem destaque porque fazem a diferença. É o caso da Unisul, sediada em Tubarão. Por meio do programa de extensão Acessibilidade, a universidade criar condições de acesso igualitário ao conhecimento para pessoas com deficiência e necessidades educacionais específicas.
 
Mais de duas mil pessoas com este perfil já foram atendidas, nos campi da Cidade Azul e Florianópolis, com bolsas de estudo, práticas esportivas, tratamentos médicos, fisioterápicos, nutricionais e jurídicos, entre outros. Neste semestre, a Unisul tem 115 acadêmicos com necessidades especiais nos diversos cursos.
 
No campus Tubarão, hoje, estudam 54 pessoas com algum tipo de necessidade: dois cegos, nove com baixa visão, sete surdos, 17 cadeirantes e 18 com necessidades específicas. No campus da Grande Florianópolis são 23 universitários.
Pela UnisulVirtual, 38 acadêmicos de todas as regiões do Brasil são atendidos: cinco cegos, dez com baixa visão, um surdo, nove cadeirantes e quatro com necessidades específicas.
Para cada perfil de aluno, a universidade disponibiliza o apoio específico: material didático adaptado, interpretes e eliminação de qualquer barreira arquitetônica.
 
No esporte, a universidade tubaronense também é exemplo a ser seguido quando o assunto é acessibilidade. A equipe OMDA/Unisul desenvolve quatro modalidades: basquete e rugby sobre rodas, bocha e natação paraolímpica. Desde 2006, as seleções brasileiras destas modalidades têm sido abastecidas com paraatletas da Unisul. Um exemplo é a jogadora Batatinha (foto), cujo objetivo é treinar forte para voltar à seleção brasileira de basquete sobre rodas