Zahyra Mattar
Tubarão

No ano passado, o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Tubarão registrou números expressivos em relação às denúncias feitas contra companheiros e maridos agressores.

Para a coordenadora do centro de atendimento do juizado, Elivete Cecília de Andrade, a procura das mulheres pela defesa de seus direitos mais básicos aumentou. Em 2007, foram garantidas 449 medidas protetivas e oito prisões através de denúncias feitas no juizado. Do total de atendimentos, apenas 130 mulheres acharam por bem retirar a ação contra o companheiro.

Neste sábado, pelo menos 200 mulheres (e até alguns homens) lotaram o salão nobre da Unisul para discutir as ações públicas que podem ser feitas para melhorar ainda mais a situação da mulher, especialmente a vítima de agressões.

A Jornada Catarinense Maria da Penha, promovida pela Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais e de Amparo à Família e à Mulher, presidida pela deputada estadual Ada De Luca (PMDB), percorrerá 11 regiões do estado com o objetivo de orientar, informar, coibir a violência e, principalmente, construir políticas públicas para a formação de uma rede de apoio em Santa Catarina.

A primeira região a discutir o assunto foi Tubarão. Entre as reivindicações das mulheres da Cidade Azul, está a construção de uma Casa Abrigo, cujo projeto foi apresentado na última quinta-feira pelo vereador Maurício da Silva, na sessão da câmara.

“Vamos em todas as regiões para saber o que as mulheres querem. Pode ser a criação de um juizado como este que já existe em Tubarão, de uma delegacia específica. Não importa. Vamos fazer um projeto com todas estas reivindicações e ir em busca de recursos para tornar tudo realidade”, explica a deputada Ada De Luca.