Trabalhadores da Setep fizeram um tapa-buracos em um trecho do lote 25.
Trabalhadores da Setep fizeram um tapa-buracos em um trecho do lote 25.

Karen Novochadlo
Tubarão

Depois de meses de lengalenga, as obras de duplicação da BR-101 no lote 25, entre Capivari de Baixo e Laguna, começam a caminhar com um ritmo mais forte. Amanhã, o trânsito em frente ao trevo de acesso a Capivari começa ser desviado. Na próxima semana, deve iniciar a construção do viaduto onde hoje está localizado o trevo.

Ontem, os homens fizeram uma operação tapa-buracos em Capivari. No local, trabalham 14 funcionários da empreiteira Setep, de Criciúma. Ainda há mais duas frentes de trabalho. Uma na passagem inferior no Km 37, em Laguna, e outra na Ilhotinha, em Capivari de Baixo. As obras são de responsabilidade do consórcio Araguaia/Blokos/Emparsanco. A Setep entrou como empresa terceirizada.
Após seis anos de obras, apenas 35,95% dos trabalhos de duplicação estão prontos no lote 25. Até julho deste ano, o governo federal havia repassado R$ 78.437.616,67 para o consórcio Araguaia/Blokos/Emparsanco. São necessários pelo menos mais R$ 44.299.910,49 para conclusão da obra.

No dia 4 de agosto, o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) chegou a dar um sobreaviso rescisório ao consórcio. Inclusive, a documentação para encerrar o contrato foi finalizada pelo Ministério do Transporte, em Brasília. As obras chegaram a ficar paralisadas, mas o consórcio retomou os trabalhos no dia 19 de agosto, com um ritmo bastante lento. O ministério e o consórcio chegaram a um acordo. Caso contrário, seria necessário refazer a licitação e as empreiteiras estariam proibidas de participar de obras públicas.

Preços baixos prejudicaram a duplicação

Este ano, a Associação dos Engenheiros do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) apontou que os atrasos nas obras da BR-101 estão relacionados à baixa produtividade das empreiteiras. Isto foi provocado pelos baixos preços propostos na concorrência. Na época da licitação, as empresas teriam oferecido descontos médios de 32% sobre os orçamentos das obras.
De acordo com a associação, esses descontos, que a princípio pareciam vantajosos, prejudicaram a capitalização de recursos pelas empresas, para o financiamento das obras e contratação da administração, pessoal, máquinas e materiais. Os atrasos nas obras de duplicação BR-101 ocorreriam pela falta de capital de giro.