Maria de Fátima mora com o irmão no bairro Madre e tem medo que a casa caia, com eles dentro. Estrutura é, literalmente, devorada por cupins.
Maria de Fátima mora com o irmão no bairro Madre e tem medo que a casa caia, com eles dentro. Estrutura é, literalmente, devorada por cupins.

Andréa Raupp Alves
Tubarão

A estrutura da residência da dona de casa Maria de Fátima Pereira Marcelo, 50 anos, está totalmente comprometida por causa dos cupins. Moradora da Madre, Nega, como é conhecida, fica apavorada em dias de temporais, pois a casa pode ruir a qualquer momento.

Em dia de vento, conforme a moradora, a casa estremece. “As madeiras e a base de sustentação estão podres por causa dos cupins. Tenho medo de que caia em cima de mim”, desabafa. Nega conta que, quando olha pela janela e vê que um temporal está ‘se armando’, vai para a casa de uma vizinha. “Sempre abrigo ela e tento acalmá-la, pois a casa oferece perigo e pode cair a qualquer momento”, acrescenta a aposentada Luiza Silvano da Silva.

Nega mora na casa que era dos pais, próximo à Casa de Anita. A residência foi construída há mais de 60 anos. Ela confessa que nunca se preocupou em evitar os cupins, que invadiram a residência há aproximadamente sete anos. “Antes disso, eu tive condições financeiras de aumentar a casa, mas até esta parte nova está com cupim”, revela. Os móveis foram doados por amigos e vizinhos, mas também estão comprometidos.

A dona de casa pede ajuda para não perder o pouco que tem. Ela não sabe quanto custaria a reforma da casa, mesmo porque não tem recursos financeiros para custear a obra. “Se alguém puder doar telha e madeira, posso mexer na casa”, pede. O telefone para contato é 9149-3535.

Estrutura da casa comprometida

A casa tem aproximadamente sete por quatro metros. A sustentação da edificação é feita por vigas grossas de madeira, mas estão comprometidas por causa dos cupins. O assoalho está afundando, porque a casa está declinando com o peso. As paredes estão podres e é possível atravessá-las com o toque de um dedo. Existem buracos no forro, por onde é possível ver as fretas das telhas.

“Quando chove, falta bacia para aparar as goteiras. Chove mais dentro de casa do que na rua”, lamenta Maria de Fátima.
Nos fundos da residência, fica o quarto do irmão da dona de casa. Lá, quando chove, a água penetra na estrutura e apodrece as madeiras, tanto do assoalho quanto da parede.
Envergonhada, Nega diz que resolveu pedir ajuda porque não aguenta mais pedir abrigo aos vizinhos e por medo de morrer com o desmoronamento da casa.