Zahyra Mattar
Tubarão

Cada edição do Sábado é o Dia D custa aproximadamente R$ 10 mil. Porém, a arrecadação da Câmara de Dirigente Lojistas (CDL) de Tubarão é de apenas R$ 3 mil entre os sócios participantes da maior promoção do comércio. Este é um dos motivos que poderá, a longo prazo, vir a tornar o evento inviável.

Para se ter idéia, somente em infra-estrutura (palco, tenda, som, entre outros) são investidos R$ 5 mil. O presidente da entidade, Walmor Jung Júnior, adianta que em março, quando tradicionalmente inicia o Dia D, será feito o tradicional evento para as mulheres.

De qualquer forma, a confirmação disso será feita somente após terminar a rodada de negociações entre o Sindilojas e o Sindicato dos Comerciários, cuja meta é estabelecer horários e folgas dos trabalhadores, algo discutido todos os anos entre as duas entidades.

“O Sábado é o Dia D de março está garantido. O restante do calendário, porém, ainda é um ponto de interrogação. A meta, para tentar mudar este quadro, é incentivar mais a formação de associações de ruas, como existe na Lauro Müller. Eles, no Dia D, trazem atrações paralelas para puxar o consumidor para lá. E é isso que deve ocorrer. Não é obrigação do CDL atrair o consumidor. Isto cabe a cada lojista. Cada um é livre para fazer a promoção que bem desejar”, expõe Walmor.

O grande ‘Q’ da questão, é que, a cada edição, o gasto aumenta e a CDL, sozinha, não pode arcar com todo o custo. “Vamos repensar o formato do evento. Não é nossa intenção extingui-lo. Pelo contrário. Queremos soluções conjuntas de como poderemos viabilizá-lo até dezembro.

O gasto com o Dia D é visto como um bom investimento, mas não podemos, enquanto entidade, arcar com tudo. Buscaremos alternativa e apoio”, valoriza o presidente.