Amanda Menger
Tubarão

Em tempos de aquecimento global e trânsito complicado, o transporte coletivo aparece como uma possibilidade ecologicamente correta e econômica de locomoção. Porém, o que deveria ser um meio de transporte de fácil acesso é, para muitas comunidades de Tubarão, um verdadeiro desafio, ainda mais em dias de chuva. Um levantamento feito pela secretária municipal de segurança e trânsito revela que faltam pelo menos 100 abrigos de ônibus na cidade, e mais 20 placas de sinalização dos pontos.

Para a doméstica Maria dos Reis Medeiros, a situação é pior nos bairros. “Tem lugar que não tem placa para mostrar que ali é um ponto de ônibus. Os motoristas param porque sabem que ali é o ponto e as pessoas esperam nesses locais. No centro é mais fácil saber onde se pode pegar o ônibus”, desabafa.
Outra reclamação feita pela população é com relação ao estacionamento em fila dupla. Estes casos ocorrem exatamente pela falta da sinalização dos pontos e, como não há placas, os carros estacionam no lugar destinado aos coletivos.

Há locais ainda como o flagrado pela reportagem do Notisul, na rua José Acácio Moreira, perto do terminal urbano da margem esquerda, em que a placa de sinalização está praticamente na esquina. Quando o ônibus pára, os demais veículos precisam esperar e, em alguns momentos, formam-se filas em decorrência da abertura do semáforo da rua Padre Geraldo Spettman.

Para quem vem de outras cidades da região e precisa deslocar-se por Tubarão, a dificuldade aumenta. “Em Armazém, os pontos têm abrigos e são sinalizados. Quando venho para Tubarão, tenho problemas para pegar ônibus, porque em dia de chuva mesmo é pedir para se molhar”, lamenta a costureira Maria Lourdes Silvana.