Zahyra Mattar
Tubarão

O trânsito é formado por leis, sinalização, carros, motocicleta, bicicletas e pedestres. E como é complicado organizar tanta gente em estreitas ruas. Existem dois tipos de pedestres (assim como motoristas), aqueles que atentam para as leis e os que acreditam ser superiores às regras pré-estabelecidas para organizar o vai-e-vem. Ser pedestre não é fácil. Seguir as regras impostas para quem depende apenas de suas próprias pernas para se locomover também não é tarefa das mais fáceis.

Em Tubarão, existem semáforos que não indicam quando o cidadão está apto a acessar o outro lado da rua. Em outros locais, o sinal para pedestre não funciona ou então abre e fecha sem dar o alerta de que faltam poucos segundos para o semáforo principal mudar de cor. Um exemplo disso é o que ocorre na rua Tubalcain Faraco.
Mas nada é mais esquisito do que a faixa de segurança sobre a ponte Nereu Ramos, no centro da cidade. O local que deve ser utilizado pelos pedestres fica após o semáforo. Mesmo para quem tem o hábito de utilizar a faixa, neste ponto, precisa fugir à regra e sair correndo desesperadamente para o outro lado. É impossível saber se o semáforo marca verde, amarelo ou vermelho.

Apesar de tantas adequações a serem feitas, há algo que precisa ser esclarecido: a faixa de pedestre não é passarela de moda. O trânsito é algo que exige atenção. Um exemplo de mau uso é na rua Lauro Müller. O cidadão pisa nas linhas brancas e segue vagarosamente até o outro lado da rua. Não importa se o motorista vai ou não conseguir frear o veículo. E, se não conseguir, azar o dele. Afinal, o pedestre estava na faixa…