Olavio: “Não vai ser do jeito que a gente pegou” -  Foto:Divulgação/Notisul
Olavio: “Não vai ser do jeito que a gente pegou” - Foto:Divulgação/Notisul

Tubarão

“Não estou chateado. Acho que cumpri com tudo o que me propus, sempre com muito carinho. Vou trabalhar até o último dia”, declarou ontem o prefeito Olavio Falchetti (PT), que fez menos da metade da votação de quando se elegeu em 2012 e passará o posto ao ex-deputado Joares Ponticelli (PP) em janeiro.

Segundo Olavio, na reunião da próxima segunda-feira com o prefeito eleito, pedirá que sejam continuadas as obras de drenagem pluvial realizadas na sua administração. Avalia ainda que parte do resultado das urnas tem a ver com sua preferência por esse tipo de obra “que não dá voto, mas traz dignidade”. 

O prefeito citou algumas obras como a continuidade da avenida Marcolino Martins Cabral e a Marechal Deodoro. Depois considerou que a mais  importante de seu governo foi a moralização  da coisa pública.

Sobre a transição, Olavio garantiu que será a mais transparente possível. “Não vai ser como a gente pegou. Nós tiramos nota dez em transparência do Ministério Público Federal e significa que não há motivos para se preocupar. A equipe do  Joares, no que ele precisar, nós estaremos ajudando”, destacou.

R$ 50 milhões
Sobre a dívida do Imposto Sobre Serviços (ISS) em operações de leasing, principal destaque da coletiva com o futuro prefeito na terça-feira, Olavio confirmou que pode, sim, chegar a R$ 50 milhões. “Está na justiça. Tentamos defender o máximo possível, mas não obtivemos êxito. Quando a equipe de transição estiver aqui daremos ciência de tudo. Pegamos essa herança e vamos ter que discutir. O que vai fazer só vai depender do Joares”, ressaltou.

Olavio diz que ainda não sabe como será o seu futuro político, mas aproveitou para agradecer aos tubaronenses a oportunidade de ser prefeito. “Penso que descansar é o melhor, dar uma parada, mas o povo precisa da gente e, se as pessoas de boa índole se afastarem, as de má índole tomam conta”, finalizou.