La Unión, Colômbia

O Brasil está em choque com a tragédia que envolveu a Chapecoense, jornalistas e convidados catarinenses durante a viagem com destino a Medellín, na Colômbia, onde a equipe disputaria amanhã a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. Pelo menos 76 morreram e apenas cinco (quatro jogadores e uma aeromoça) sobreviveram com a queda do avião, na cidade de La Unión, nesta madrugada.

Estavam a bordo 72 passageiros e nove tripulantes. Entre as vítimas, está o presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Delfim de Pádua Peixoto Filho. O presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merisio, foi citado na lista de convidados que estariam no voo, mas não viajou. "Apesar de programada a minha presença no voo acompanhando o time, optei por não fazê-lo por conta das atividades programadas no Legislativo esta semana. Confesso que estou bastante impactado e comovido", postou o deputado em seu Facebook.

A Chapecoense estava em São Paulo desde que enfrentou o Palmeiras, domingo, e saiu do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, em São Paulo, na noite de segunda-feira. A delegação embarcou em um voo comercial de São Paulo até a Bolívia, onde pegou um voo da LaMia.

O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, pedirá à Presidência da República que envie uma aeronave da Força Aérea Brasileira para buscar os corpos das vítimas. O Governo do Estado e o presidente Michel Temer decretaram luto oficial de três dias. A assessoria do Itamaraty informou que a embaixada brasileira em Bogotá está em contato constante com as autoridades da Colômbia para confirmar informações sobre o acidente.