Nivaldo (E) foi duas vezes vice-prefeito e secretário de obras no município. Vicente Corrêa disputou o pleito pela primeira vez em 2016  -  Fotos:Divulgação/Notisul
Nivaldo (E) foi duas vezes vice-prefeito e secretário de obras no município. Vicente Corrêa disputou o pleito pela primeira vez em 2016 - Fotos:Divulgação/Notisul

Jailson Vieira
Capivari de Baixo

Após 35 dias, testemunhas prestarão esclarecimentos na sala de audiências do Juizado Especial Criminal de Tubarão a partir das 13h30min de hoje. O fato pode dar um novo rumo na eleição municipal de Capivari de Baixo, no qual os vencedores foram o empresário Nivaldo Sousa (PSB) e o seu vice, Aurimar da Silva (PPS). A ação, protocolada no dia 24 do mês passado, pede a cassação dos registros de candidatura dos diplomas dos eleitos pela maioria.

Representantes da Coligação #RenovaCapivari, a qual tinha como postulante ao cargo de prefeito o médico Vicente Corrêa (PSD), impetraram o pedido contra o eleito, Nivaldo Sousa, por considerarem que na campanha de seu oponente ocorreram elementos que levam a uma possível corrupção eleitoral. O profissional da saúde observa que o ingresso na justiça ocorreu porque a coligação entendeu que ocorreu evidente crime eleitoral, uma vez que o filho de Nivaldo teria cometido atitudes ilícitas, conforme indica a defesa do então candidato Vicente.

“Na madrugada do último dia 2 de outubro algumas pessoas, entre estas o filho do prefeito eleito, foram abordadas pela polícia por suspeita de abuso de poder econômico e tentativa de compra de votos. Além disso, ele e mais dois amigos possuíam tickets de gasolina, vales-compras, e um deles uma arma de fogo, porém, não possuía porte, o que configurou crime”, lembra Vicente. 

A equipe do Notisul entrou em contato com o prefeito eleito, porém, ele atendeu após algumas ligações, mas se resumiu ao afirmou que não tem nada a declarar. “Esse assunto é só com o meu advogado. Falem com ele amanhã (hoje). Não quero conversar sobre isso”, enfatiza. 

Além de Nivaldo e Vicente, o ex-prefeito Luiz Carlos Brunel Alves, o Brunel, concorria ao cargo, mas desistiu poucos dias antes após ter a candidatura indeferida e nem ter tido o recurso julgado. “Queremos uma resposta e a população também nos cobrou uma atitude mais efetiva. Não estamos pedindo nada, só uma posição do que é justo. Esperamos que o caso seja avaliado e que os representantes da justiça possam tomar as medidas cabíveis. Se não fosse o filho do gestor eleito, talvez não entraríamos com a ação, mas não tinha como deixar em branco”, salientou o médico. Ele destaca que há muito tempo se pede a moralização da coisa pública, e com responsabilidade em gestão, não se pode admitir que alguns atos ainda não estejam claros antes do dia 1º de janeiro de 2017. “Não dá para iniciar algo na incerteza. Confiamos na justiça, agora é agurdar”, finaliza.