Priscila Alano
Tubarão

As merendeiras e funcionárias das escolas estaduais da região estão inseguras com a terceirização da merenda escolar. A maioria alega que não recebeu informações concretas sobre a mudança. Muitas estão prestes a se aposentar, como é o caso de Rosana Pinter Bitencourtt e Maria Salete Aguiar. “Aqui (Escola Henrique Fontes), foi o meu primeiro e único emprego, são 23 anos na escola. Devemos trabalhar até o dia 30 de abril”, afirma Rosana.

A diretora do Henrique Fontes, Fabíola Cechinel, conta que ainda não teve nenhum contato com a empresa Risotolândia (uma das quatro empresas que atuarão na escolas do estado) e está adequando a estrutura da escola para receber os novos funcionários. “Fomos informados que no contrato com a empresa é assegurado que as merendeiras demitidas serão recontratadas pelas empresas terceirizadas”, afirma Fabíola.

Um ponto a ser mudado é que os funcionários da escola não poderão fazer mais uso da cozinha. “Alguns docentes trabalham dois períodos nas unidades educacionais e costumavam usar a cozinha para suas refeições. Então, estamos pensando em algumas alternativas para o lanche deles”, adianta Fabíola.

Empregos estão assegurados

A diretora de apoio ao estudante da secretaria de estado da educação, Rogéria Diegoli, garante que as merendeiras serão recontratadas pelas empresas. “Na segunda quinzena de abril, os representantes das empresas devem entrar em contato com as merendeiras”, confirma. Rogéria enfatiza que as empresas terceirizadas para o serviço de alimentação devem cumprir o cardápio fornecido pela secretaria. Caso descumpram, serão multadas. “O cardápio é composto por 74 tipos de alimentos, que atendem as necessidades básicas diárias de uma criança”, destaca Rogéria.