Jailson Vieira
Tubarão

Os sepultamentos continuarão a ocorrer no Cemitério Central de Tubarão. Enquanto os estudos ambientais estiverem em andamento, não há nenhum impedimento para que os enterros sejam suspensos, afirmam os representantes da prefeitura. Porém, a falta de licenciamento ambiental, o descumprimento na distância dos túmulos das extremidades do muro que, por lei, deveria ser de cinco metros, tornam inviáveis as atividades no local.

“O estudo ambiental está em fase de conclusão. Há informações que precisam ser complementadas. Por isso, a Fundação Municipal do Meio Ambiente ainda não tomou uma atitude mais radical”, esclarece o diretor da fundação, Guilherme Bressan.

De acordo com o administrador do cemitério do centro e do Horto dos Ipês, no bairro Monte Castelo, José Fontoura, há uma tendência de suspender o sepultamento, mas essa questão será discutida com a sociedade. “Há a possibilidade, mas por hora tudo continuará igual”, expõe.

Na quarta-feira, representantes da prefeitura, Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Fundação de Meio Ambiente (Fatma), membros das comunidades evangélicas e católicas, o delegado André Mendes e o promotor do ministério público, Sandro Araújo, estiveram reunidos para discutir as condições ambientais relacionadas ao cemitério.

De acordo com o empresário Samuel Castro, a suspensão para o sepultamento é necessária tanto por questões ambientais quanto pelo espaço limitado. “O local não comporta mais. Quando há um sepultamento, o transtorno é grande porque a via que dá acesso ao cemitério é de muito movimento”, assegura.