Zahyra Mattar
Jaguaruna

O setor da construção civil está em franco crescimento na região. Não é preciso buscar números, percentuais. Basta olhar para o alto, para os lados. Casas, condomínios, empresas surgem como se fosse da noite para o dia.

Mas este crescimento, se não for ordenado, pode colocar em xeque a arrecadação dos municípios. E é justamente com isto que a prefeitura de Jaguaruna tem se preocupado. Após a finalização do asfaltamento da Estrada do Camacho, houve uma explosão imobiliária no balneário.

Porém, a falta de fiscais e o fato do Plano Diretor do município ainda não estar pronto comprometem o futuro. Para se ter uma ideia, hoje a arrecadação da prefeitura de Jaguaruna com o IPTU é de aproximadamente R$ 28 milhões por ano. Se houvesse mais fiscais e o Plano Diretor já estivesse em vigor, o município poderia arrecadar pelo menos 30% a mais.

“Não há como mascarar estas dificuldades, especialmente pela falta de fiscais. Tanto que na última semana fizemos uma série da reuniões e chegamos à conclusão de que teremos que contratar pessoal”, antecipa o secretário de administração da prefeitura, Edenilson Montini da Costa.

Ainda que a previsão de crescimento seja ótima para os próximos anos, a preocupação é ordenar a construção de tantas casas, muitas vezes feitas sem qualquer tipo de projeto de engenharia adequado. “Qualquer construção sem o Plano Diretor é mais um problema do que uma solução. Os bairros crescem sem infraestrutura e saneamento. Não significa maior renda para a cidade”, lamenta Montini.