Amanda Menger
Tubarão

Na semana em que comemora o dia do servidor público (dia 28), o governo do estado anunciou a suspensão das negociações salarial. A justificativa é que para conceder os reajustes será necessário aumentar o teto salarial do executivo, hoje em R$ 10 mil e o estado não tem recursos para isso.

Com a notícia, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privados e Públicos Estadual (Sindsaúde) confirmou o início da greve terça-feira. Já o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual (Sintespe), ampliou o estado de greve dos funcionários da segurança pública para as demais secretarias, fundações e autarquias.

“O governo não quer negociar e não temos outra opção que não seja a greve. Desde 2003, recebemos apenas 1% de aumento real. Além do reajuste salarial, queremos o aumento do vale-refeição, que hoje é em média R$ 132,00, enquanto funcionários de outros poderes (legislativo e judiciário) chegam a ganhar mais de R$ 900,00”, afirma o presidente do Sintespe, Mario Antonio Silva.

A assembleia de quarta-feira pode definir a greve também para os agentes prisionais, monitores e funcionários administrativos da segurança. “O secretário estadual de segurança pública, Ronaldo Benedet, conversou conosco ontem (quarta-feira) na assembleia legislativa. Ele mostrou-se aberto ao diálogo, mas não prometeu nenhuma data”, declara Mario.

Segundo o presidente do Sintespe, os servidores da área administrativa da educação também estão em estado de greve e o magistério pode aderir ao movimento. “Os professores também não receberam aumento no vale-refeição e o piso nacional foi aprovado há pouco tempo, mas não é pago ainda. Conversamos com o sindicato da categoria para avaliar a participação deles”, observa Mario.

O que funciona na saúde:
• Em comunicado no site do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privados e Públicos Estadual (Sindsaúde), o comando de greve garante que no Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) o serviço de urgência e emergência está mantido. Estão suspensos apenas os procedimentos eletivos.
• No Hemosc, os grevistas administrarão o estoque para que não falte sangue.

• Nas maternidades, a entrada não será bloqueada.
• Para os demais serviços, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ao menos 30% dos funcionários devem trabalhar para manter os atendimentos.
• Hoje, o estado tem 14 mil servidores na área da saúde.