Professores, profissionais da saúde e outros trabalhadores pediam mais respeito em cartazes  -  Foto:Elvis Palma/Divulgação/Notisul
Professores, profissionais da saúde e outros trabalhadores pediam mais respeito em cartazes - Foto:Elvis Palma/Divulgação/Notisul

Letícia Matos
Laguna

Os servidores municipais de Laguna fizeram ontem um protesto para cobrar o pagamento de salários atrasados e melhores condições de trabalho. Os representantes da prefeitura reconhecem o direito à manifestação, ordeira e pacífica, e afirmam que, de acordo com a Lei Orgânica da Cidade Juliana, os salários devem ser pagos até o dia 30 de cada mês. No entanto, uma lei federal indica que o pagamento salarial deve ser quitado até o quinto dia útil de cada mês – com isso o atraso hoje chega ao quarto dia.

“Entende-se que é um direito do servidor, mas a questão poderia ser articulada de outra forma. Tendo em vista essas questões do atraso, o prefeito Everaldo dos Santos, em reunião na tarde desta quinta-feira (ontem), decidiu por realizar os pagamentos de toda a equipe ligada à educação até o fim desta semana, ou seja, até amanhã (hoje) no fim do dia. O pessoal da saúde deverá receber até o fim da próxima semana. E seguidamente, os servidores das outras secretarias receberão mais na semana posterior até regulamentar toda esta questão dos pagamentos do mês vigente de outubro”, afirmam os representantes da prefeitura, em nota oficial.

De acordo com os servidores, houve atraso nos pagamentos nos últimos três meses e o de outubro, que deveria ter sido liberado no dia 30, ainda não havia saído. Também não há previsão para o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro.

Passeata
Os organizadores e a Polícia Militar estimam que aproximadamente 250 pessoas participaram da manifestação, que foi pacífica e percorreu o centro da cidade em direção ao gabinete do prefeito. A passeata começou às 13h30min e foi até 15h30min. Professores, profissionais da saúde e outros trabalhadores pediam mais respeito em cartazes e disseram que falta merenda e material escolar. Enfermeiros também reclamaram da falta de materiais.

Dificuldades financeiras
O secretário da Fazenda, Luiz Paulo Rezende, explicou que a prefeitura passa por dificuldades financeiras e teve uma redução de 40% na arrecadação. A inadimplência com tributos municipais chega a R$ 100 milhões.

Dívida com hospital
Nesta terça-feira, os atendimentos eletivos do serviço de emergência do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos foram suspensos devido à falta de repasses. Após dez horas, uma parcela de R$ 100 mil foi paga. A outra, no mesmo valor, deve ser quitada até o próximo dia 20. Os atendimentos foram normalizados no mesmo dia.