Zahyra Mattar
Laguna

O governo do estado não fará a Rodovia Interpraias. Pelo menos não neste mandato. A informação é do presidente da SC Parcerias, Ivo Carminati. A obra é uma das prioridades do estado na Amurel e era tratada desta forma até então. “Ainda é prioridade. Mas, neste mandato, não será viabilizada. Com certeza, será realizada no próximo”, discorre Carminati.

Na verdade, a Interpraias continuará no papel se os recursos precisarem sair dos cofres do estado. O governo não quer investir. Pretende executar a obra, mas nos moldes que será feito o terminal de cargas do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna: privatizar.

O presidente considera que a construção do próprio aeroporto e outras obras de logística atualmente em execução – entre as quais cita a duplicação da BR-101 e os investimentos no Porto de Imbituba – deverão viabilizar a Interpraias.

Isto porque o estado quer formular mais parcerias com a iniciativa privada. “Hoje, ninguém quer construir a Interpraias. Não terá como retirar o investimento. Por exemplo, não tem como cobrar pedágio. Já com o aeroporto em Jaguaruna e a duplicação da 101, será mais fácil encontrar parceiros interessados em executar este projeto importante para a região”, argumenta Carminati.

Na Amurel, a primeira etapa prevê a pavimentação entre a Barra de Laguna e o Camacho, em Jaguaruna, com um ramal para o Farol de Santa Marta. Parte deste projeto está em execução e deve ficar totalmente pronto até agosto. Trata-se do asfaltamento da Estrada do Camacho, que liga o balneário ao centro de Jaguaruna.

Não há prazo para o licenciamento ambiental
Amanda Menger
Laguna

Há praticamente dois meses, o parecer prévio e os projetos complementares ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para o asfaltamento da SC-100, a Interpraias, foi enviado pelo escritório da APA da Baleia Franca, em Imbituba, a Brasília. Contudo, até agora, não há informações e sequer um prazo para que a análise dessa documentação seja concluída.

“Não tem nada ainda. Os técnicos em Brasília recebem pedidos de licenciamento ambiental do Brasil inteiro, para outras obras de rodovias, de hidroelétricas, enfim, de tudo que precisa da autorização dos órgãos ambientais. É um trabalho demorado, porque é rigoroso, tem que observar toda a legislação ambiental. Contudo, não há prazo. Nem para nós eles dão uma previsão”, afirma a chefe do escritório da APA, Maria Elizabeth de Carvalho.

Os técnicos da APA deram um parecer favorável à pavimentação asfáltica do trecho de 18 quilômetros entre Laguna e o Balneário Camacho, com um ramal para o Farol de Santa Marta. Porém, antes de ser concedido o licenciamento prévio, é preciso a autorização de Brasília. O Notisul tentou contato com o Ibama, em Brasília, porém, não obteve respostas, nem por ligações telefônicas, nem por e-mail.

Técnicos da APA constataram falhas no EIA/Rima e pediram as complementações em 2007. Os documentos foram entregues em março, após uma audiência pública na câmara de Laguna.