Zahyra Mattar
Tubarão

Há cerca de um ano, as três empresas autorizadas a extraírem areia do leito do Rio Tubarão levaram um ‘puxão de orelha’. As balsas operavam muito próximas aos pilares das pontes (do Morrotes e Cavalcanti, no bairro Fábio Silva) e das margens. O resultado era um assoreamento incisivo, que resultava no risco de desabamento das margens e poderia fazer desaparecer, até mesmo, parte da rua.
Algo parecido ocorreu na avenida Getúlio Vargas (proximidades do supermercado Angeloni e da Fragoma).

Neste caso, o problema não foi as balsas que operavam irregularmente no local, mas o fato de existir, na margem direita, uma enorme rocha. A água batia na água e assoreava a margem esquerda. A prefeitura de Tubarão precisou investir um bom dinheiro para conter as margens e reconstruir um pequeno trajeto da rua. Desta vez, porém, algo pior poderá ocorrer se a ação “clandestina” de pelo menos uma empresa não foi reprimida.

Conforme informações da secretaria de planejamento, três empresas de Tubarão possuem alvará para extrair areia do Rio Tubarão. Justamente por conta de problemas em anos anteriores, todos precisaram adaptar-se a novas regras quando foram renovar as autorizações (esta renovação é feita anualmente).

Uma das regras era justamente operar a 100 metros em todos os sentidos das pontes e ainda 20 metros de distâncias das margens. Mas não é isso que ocorre. Balsas são flagradas todas as semanas em atividade a menos de dez metros dos pilares das pontes. Há dois anos e meio, R$ 500 mil foram gastos para a recuperação dos pilares da ponte do Morrotes por conta da retirada indevida do material.

Este ano, mais R$ 300 mil são empregados na recuperação do dreno do Bairro Fábio Silva e na recuperação das margens esquerda e direta do rio. Ambas estão com assoreamento avançado e podem cair a qualquer momento se algo não foi feito.