Na ponte Manoel Alves dos Santos, no bairro Morrotes, deve ser construída uma das estações elevatórias.
Na ponte Manoel Alves dos Santos, no bairro Morrotes, deve ser construída uma das estações elevatórias.

Priscila Alano
Tubarão

Surge uma nova proposta para realizar a redragagem do Rio Tubarão: a ideia do prefeito em exercício, Pepê Collaço, é montar um consórcio entre as prefeituras de Tubarão, Capivari de Baixo e Laguna para conseguir o recurso para a obra. Porém, a efetivação do consórcio deve ser realizada a toque de caixa, pois o prazo para a entrega de projetos para serem incluídos no PAC 2 encerra no próximo mês.

Pepê pretende realizar uma reunião ainda esta semana com os prefeitos vizinhos. De acordo com Pepê, o secretário nacional de saneamento ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiskoski, sinalizou que pode liberar recursos ainda este ano. “Tenho conversado frequentemente com Leodegar sobre a redragagem. Há possibilidade de liberar parte do valor ainda este ano. O consórcio é a forma mais rápida para executarmos a redragagem”, revela Pepê.

Estudos apontam que a obra irá custar em torno de R$ 50 milhões. Nesta primeira etapa, o consórcio deve receber aproximadamente R$ 30 milhões. “Por questões técnicas, em função da vazão do rio, a redragagem deve iniciar da Ponta dos Molhes, em Laguna, ‘subindo’ o rio Tubarão”, explica Pepê. Os outros R$ 20 milhões devem ser incluídos no PAC 3 e no PAC 4.

Um pré-projeto para a redragagem já está pronto, incluindo a batimetria. Pepê estima que a primeira etapa seja realizada em aproximadamente 18 meses. Segundo ele, tempo suficiente para o consórcio ir em busca do valor restante.

Macrodrenagem segue emperrada

A burocracia tem impedido a liberação da verba para a realização da macrodrenagem, em Tubarão. Já se passaram sete meses de análises documentais. Os administradores da prefeitura aguardam ansiosos a liberação pela Caixa Econômica Federal para executar a obra. A macrodrenagem será realizada na margem esquerda do Rio Tubarão, e evitará problemas de alagamentos.

De acordo com o prefeito em exercício, Pepê Collaço, cada vez que a equipe da prefeitura e a Pró-Sul vão à Caixa, eles solicitam novos documentos. “Acredito que até o fim desta semana tenhamos a liberação do recurso por parte da Caixa, para podermos realizar a licitação”, acredita Pepê. Em uma previsão otimista, o prefeito em exercício espera que em outubro as obras possam ser iniciadas. O prazo para a realização é estimado em oito meses.

A obra é avaliada em R$ 6,2 milhões. O projeto prevê a construção de galerias para passagem d’água e 15 caixas de ligação, em uma extensão de 1,49 quilômetro, desde a BR-101 até o Rio Tubarão. O valor garante ainda a construção de três estações elevatórias para desafogar o rio. As estações vão ser construídas no bairro Pantanal, na avenida Padre Geraldo Spettmann (da rodoviária), e na próximo a ponte Manoel Alves dos Santos, no bairro Morrotes. O projeto beneficiará cerca de 28 mil habitantes (30% da população de Tubarão), moradores dos bairros Humaitá, Humaitá de Cima, Dehon, Morrotes, Vila Elisa e Centro.