Em pé: Eva de Mendonça Fileti (E), Maria Salete da Silva Ferreira, Vera Lucia Ghizoni Zumblick e Helia Maria Cardoso Martins. Sentadas: Ceres Helena Morais (E) e Maria Bittencourt   -  Foto:Divulgação/Notisul
Em pé: Eva de Mendonça Fileti (E), Maria Salete da Silva Ferreira, Vera Lucia Ghizoni Zumblick e Helia Maria Cardoso Martins. Sentadas: Ceres Helena Morais (E) e Maria Bittencourt - Foto:Divulgação/Notisul

Tubarão

Chegou outubro e, pelo 36º ano consecutivo, a Rede Feminina de Combate ao Câncer vive em Tubarão uma rotina puxada de atendimento a mulheres sensibilizadas pela campanha de prevenção ao câncer de colo do útero e de mama. Em um intervalo de 12 meses, segundo uma das 48 voluntárias, a aposentada Vera Lúcia Ghizoni Zumblick, passam pela entidade pelo menos cinco mil pessoas, nas quais a maioria retorna dias depois para buscar o resultado de seus exames preventivos.

“Sempre tem uma ou outra que deixa escapar, mas a maioria das mulheres faz anualmente o seu exame. Mas tem uma quantidade expressiva de pessoas que não vem buscar os resultados e isso nos preocupa muito. Elas pensam que se der algo grave, a gente vai ligar. Mas nem sempre dá para fazer isso ou assumir esse compromisso porque às vezes o telefone muda, ou é da vizinha, coisa assim”, alerta.

Aos 68 anos, Vera Lúcia atua desde o início das atividades da rede, em 1980. Antes, já era voluntária no Abrigo dos Velhinhos, em Tubarão. Ela conta que o mais exigido para quem vive de ajudar o próximo é a postura diante de quem se pretende atender. Uma voluntária precisa ser carinhosa e atenciosa. “Geralmente são mulheres que não trabalham fora. É bastante responsabilidade. Se uma pessoa diz que vai ser voluntária, ela tem que assumir”, destaca. 

Passados tantos anos e tantas campanhas, a voluntária emociona-se quando vê que seu trabalho foi capaz de salvar millhares de vidas. Após o Outubro Rosa, o grupo se mantém unido. Entre as ações preventivas há palestras e visitas em escolas, empresas, repartições públicas, entre outras. “A nossa rotina continua sempre a mesma, só que no mês de outubro acontecem mais trabalhos. Para nós só aumenta o movimento”, garante.

Segundo Vera, o resultado é tão positivo que muitas mulheres preferem ser atendidas na Rede Feminina do que em outros espaços de saúde. “A gente faz tudo bem completo, organizado, de modo que as pessoas se sentem bem.

A rede dispõe de voluntários, sendo dois médicos ginecologistas, um psicólogo e um mastologista, enfim, em outras cidades há médicos que atendem, mas não são voluntários. Isso é uma conquista nossa. Bem poucas redes têm essa facilidade”, valoriza.

Caso alguém deseje ser parceiro, voluntário, ou mesmo para outras informações, o telefone da Rede Feminina é (48) 3626-6151. O endereço é rua Isac Newton, 38, próximo da Catedral. Horário de atendimento de segunda a quinta, das 7h30min às 11 horas, e das 13h30min às 16 horas. Nas sextas-feiras, para auxiliar as pessoas que têm intervalo do almoço, o atendimento é das 7h30min às 13h30min, sem fechar ao meio-dia.