Paulinho Sachetti
Tubarão

A tentativa frustrada de fuga e o conseqüente castigo imposto pela direção do Presídio Regional de Tubarão desencadearam numa rebelião, com duração de mais de seis horas, ontem, no começo da noite. A situação ficou ainda mais complicada quando dois carcereiros foram feitos reféns. Um deles foi enrolado em um cobertor e, se a polícia fizesse alguma coisa ou tentasse invadir o prédio, os presos ameaçavam atear fogo no profissional de segurança.

De acordo com informações, os presos teriam pago uma pessoa de fora para fazer um buraco, embaixo da guarita da PM, para fugir. A tentativa foi frustrada quando o buraco foi descoberto (leia matéria abaixo). Com isso, veio o castigo. Eles ficaram sem receber visita neste fim de semana, não poderiam circular pelo pátio e nem nos corredores das galerias. A atitude da direção revoltou a maioria dos detentos, que quebraram muitas coisas. Grades foram entortadas e portas quebradas.

O rastro de destruição era visível depois que o motim acabou, no fim da noite.
Segundo alguns policiais que faziam a segurança pelo lado de fora do local, os presos pediram a saída imediata do atual diretor, Ricardo Welausen. Apesar de todo o seu esforço para controlar a situação, os detentos não estariam satisfeitos com a sua administração.

Ninguém estava autorizado em fornecer informações sobre as verdadeiras causas da rebelião. Tudo indica que muitos presos serão transferidos para outras penitenciárias do estado, pois a situação de alguns está insustentável e, se alguma medida não for tomada, poderá haver até mesmo morte nas próximas horas.