Tubarão

Estudantes sem aulas, produção encalhada nas lavouras, doentes em casa sem condições buscar auxílio médico. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos moradores da zona rural de Tubarão por conta da precariedade das estradas.
Sem resposta do poder público, cerca de 150 pessoas realizaram uma manifesto no centro da cidade na tarde de ontem. Os agricultores pedem providência.

Munidos de faixas e cartazes, andaram da antiga rodoviária até a prefeitura. A avenida Marcolino Martins Cabral foi fechada nesse meio tempo. O grupo era representado por moradores das comunidades de Caruru, Guarda, Linha Mesquita, Sanga do Lageado, Sertão dos Corrêa e Sertão dos Mendes. “Semana passada, minha filha ficou três dias sem aula, pois o ônibus escolar não passou”, reclama Leopoldo Martins.

O agricultor Paulo Cancelier, da comunidade de Areado, está ainda mais preocupado. Sem acesso, ele transporta o milho e feijão por Treze de Maio de trator para depois levar o produto para Tubarão. O agricultor Diomar Beluco, morador da estrada geral Linha Mesquita, também reclama. “Minha esposa tem sérios problemas e não consigo levá-la até Florianópolis, devido a essa estrada horrível”, lamenta.

Reivindicações ouvidas

Na sede da prefeitura, os agricultores exigiam a presença do prefeito Manoel Bertoncini (PSDB), mas foram informados que ele estaria em Florianópolis. Apoiados pelo vereador Dionísio Bressan Lemos (PP), alguns dos manifestantes reuniram-se com representantes das secretarias de educação e de obras, que assumiram compromisso em recuperar com urgência as estradas da zona rural de Tubarão. As duas retroescavadeiras adquiridas recentemente, através do Ministério da Agricultura, serão utilizadas na manutenção das vias.