Amanda Menger
Tubarão

Os professores que compõem a regional da Amurel do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Estadual (Sinte) decidiram iniciar a greve na próxima quarta-feira, se o governo estadual não apresentar uma nova proposta. O prazo é terça-feira. “Depois da audiência com o secretário de estado da educação, Paulo Bauer, se não tiver novidades, a assembléia estadual decidirá pela greve. Várias regionais já deram seu indicativo”, relata a vice-coordenadora do Sinte, Tânia Fogaça.

A reivindicação dos professores é que o governo incorpore o abono de R$ 100,00 ao salário básico, e ainda reponha as perdas da inflação em torno de 7%. “Percebemos que, se a categoria unir-se, o governo cede. Eles já mudaram o projeto inicial do Prêmio Educar”, avalia Tânia.

Pelo projeto apresentado há 15 dias, o prêmio seria concedido apenas para os professores que estão em sala de aula. Agora, os atestados médicos de três dias e as gestantes também receberão. “Ainda não estamos satisfeitos. A verba indenizatória tinha que ser para toda a categoria”, desabafa a coordenadora regional Maria Aparecida de Farias, a Quinha. Os R$ 200,00 serão concedidos em duas parcelas, março e agosto, isso se o projeto for aprovado pela assembléia legislativa.

Em Tubarão, historicamente, a adesão ao movimento não é total, pelo menos no início. “A greve é um processo construído. Com o início da paralisação, os professores mobilizam-se e param as atividades”, observa Quinha. A assembléia estadual está marcada para a próxima quarta-feira, em Florianópolis.