Todo lixo que vai para o aterro sanitário passa por uma triagem realizada por funcionários da Louber. A ideia é separar o que pode ser reciclado.
Todo lixo que vai para o aterro sanitário passa por uma triagem realizada por funcionários da Louber. A ideia é separar o que pode ser reciclado.

Karen Novochadlo
Tubarão

Por mês, cerca de 4.070 toneladas de lixo de 18 municípios são encaminhadas ao aterro sanitário localizado em Laguna. Somente em Tubarão, mensalmente são enviadas duas mil toneladas. Isto significa R$ 180 mil aos cofres públicos do município.
Estas quatro mil toneladas não retratam fielmente a quantidade de lixo produzida nos municípios. Algumas cidades como Tubarão e Imbituba realizam a coleta seletiva. Através da reciclagem do lixo, recursos públicos são economizados e a vida útil do aterro sanitário é prolongada. De acordo com a Serrana Engenharia Ambiental

Elétrica, responsável pelo aterro sanitário, cada tonelada custa R$ 90,00.
Por dia, cada ser humano produz uma média de um quilo de lixo. Só em Tubarão, são 97.281 habitantes. De lixo reciclado, a Retrans recolhe aproximadamente 60 toneladas por mês na cidade. Esse número equivale a quase 3% do lixo que é recolhido. Este material é enviado para a empresa Louber, localizada em Laguna, que realiza a triagem e revende o material.
 

Nos lugares onde não existe coleta seletiva de lixo, também deve-se separar o material. Todo lixo enviado para o aterro de Laguna passa por uma triagem. Este material recolhido não vai para o aterro, e sim para reciclagem.
Em comparação com 2008, alguns municípios dobraram a produção de lixo. São Martinho produzia 13,1 toneladas; hoje são 28. E Rio Fortuna foi de 13,18 toneladas para 30.

Reciclagem

Cerca de 90% dos bairros de Tubarão integram o serviço de coleta seletiva. Por mês, são recolhidas aproximadamente 60 toneladas de lixo, que não são encaminhadas ao aterro sanitário. Isto significa uma economia de R$ 5,4 ao município. É claro que poderia ser maior se mais pessoas participassem da coleta. Para isso, basta ter duas lixeiras para a separação de lixo orgânico do reciclável.
Para o próximo ano, está prevista a construção de um galpão para abrigar uma cooperativa, formada por trabalhadores do município, que irão realizar a triagem do material. O terreno já foi doado pela prefeitura.
 

Este ano, uma novidade beneficiou duas entidades: Abrigo dos Velhinhos e Lar da Menina. Os caminhões de lixo passaram a recolher também o óleo de cozinha. Ao todo, são 400 litros de óleo por mês vendidos à fábrica Ossotuba, para fazer ração.
O dinheiro arrecadado com a venda é repassado ao Lar da Menina. Antes, ia para o Abrigo. Este óleo é bastante poluente: além de entupir os canos, transforma-se em gás metano quando em contato com a água salgada.