Amanda Menger
Tubarão

Apesar de todos os protestos, abaixo-assinados e carreatas, a comunidade de Congonhas ainda não recebeu a resposta que tanto aguarda. O terreno indicado para receber o novo Presídio Regional de Tubarão, localizado no bairro, ainda não está descartado.

“Entreguei o ofício dos moradores aos técnicos da secretária de segurança pública e defesa do cidadão. O documento contém as justificativas que, na visão da comunidade, tornam a construção do presídio inviável”, relata o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, César Damiani. O que já está praticamente descartado é o terreno do produtor rural Hercílio Corrêa da Silva, no São João. “O valor que ele pediu, R$ 600 mil, é muito alto. Também foi rejeitada pelo preço uma outra área no São Cristóvão”, esclarece o secretário.

Durante a reunião com os engenheiros da secretaria, César aproveitou para apresentar sugestões de outros quatro terrenos: Sertão da Estiva dos Pregos (que pertence à CSN, Mineradora Catarinense e Rio Deserto e está em recuperação ambiental); o campo da Eira, uma área nas proximidades da antiga Fazenda do Dodô e uma outra área em Congonhas (depois da ponte, já em Jaguaruna). “A minha parte como secretário eu fiz: apresentei os argumentos dos moradores e já sugeri outros locais”, desabafa César.

Os pontos levantados pelos moradores de Congonhas poderão ser avaliados ainda hoje. “Temos uma reunião com a comissão na SDR às 15 horas e espero que seja possível já ter alguma informação concreta. Os argumentos podem ser acatados pelos técnicos, ou rebatidos”, afirma o secretário.

O importante é definir a questão o mais rápido possível. “A assembléia legislativa tem que aprovar a compra ou desapropriação do terreno até 30 de junho, por causa da lei eleitoral. Além disso, a obra tem que começar este ano, senão perdemos os recursos que estão alocados no orçamento deste ano, no valor de R$ 1 milhão”, alerta César.