Zahyra Mattar
Tubarão

O secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, César Damiani, não se deixou abater pela negativa do proprietário do terreno que seria adquirido para a construção do novo prédio do Presídio Regional de Tubarão. Mesmo antes da notícia ser divulgada, ontem, pelo Notisul, Damiani já tinha uma solução em ‘mãos’: desapropriar os hectares necessários.

Os constantes manifestos contra a obra, ainda que seja um direito popular garantido na Constituição Federal, atrapalharam as negociações com qualquer interessado em vender um terreno para o estado. Independente disso, é mais que evidente a necessidade da construção de uma nova unidade para a cidade, para a região.

Hoje, a atual estrutura não oferece segurança para quem trabalha no local, para o tubaronense e também para os próprios presos. Em celas onde cabem duas pessoas há seis, quando não mais. Outra argumentação é a liminar que obriga o estado manter “apenas” 200 encarceirados na unidade de Tubarão. Houve épocas em que eram mais de 270 detentos. Teoricamente, cabem 60 pessoas no atual prédio.

Desta forma, com a desapropriação, a obra fica mais que garantida. Conforme informações de Damiani ao diretor de redação do Notisul, jornalista Cristiano Carrador, o terreno cuja intenção é desapropriar também fica na região dos bairros Bom Pastor e São Raimundo. Não há nenhuma residência próxima.
O Presídio Regional terá 208 vagas e está orçado em R$ 3,5 milhões.

A secretaria de segurança pública (SSP) do estado confirma que o primeiro R$ 1 milhão está garantido para que a obra inicie este ano, ainda que isso depende do processo de desapropriação e uma licitação. A SSP também reforçou que esta obra, goste a população ou não, é prioridade do governo do estado em Tubarão. O Presídio Regional terá 208 vagas e está orçado em R$ 3,5 milhões. (Leia mais sobre o assunto na coluna Contexto, na página 2 desta edição).