Rafael Andrade
Tubarão

As eleições chegaram ao fim e Tubarão, o polo econômico da Amurel e a cidade que mais cresce na região, terá um novo prefeito para o mandato 2017/2020. Joares Ponticelli (PP) foi eleito com incríveis 45,23% dos votos válidos, expressivos 26.555 votantes. O seu principal adversário, Carlos Stüpp (PSDB), que reconheceu a derrota nas urnas, ainda não decidiu se irá continuar na política. O tucano obteve 27,13% dos votos, um total de 15.930 eleitores.
O atual prefeito, Olavio Falchetti (PT), que tentava a reeleição em chapa pura, conquistou 11.928 votos e ficou na terceira posição. O último postulante à majoritária foi Edi da Farmácia (PSC), com 4.031 votos, o que equivaleu 7,33% do eleitorado. A abstenção em Tubarão somou 12.082 pessoas: 15,89%. Votos brancos e nulos totalizaram 8,22%, pouco mais de cinco mil eleitores.

“A prioridade número 1 é saúde. Essa vai ser sempre a prioridade. Temos que melhorar a gestão. Sinto que muito mais que falta de dinheiro, falta gestão na saúde. É preciso integrar essa gestão entre os postos e fazê-las comunicarem-se ao Hospital Nossa Senhora da Conceição. E atacar o problema da UPA. Essa é a solução. A ideia é retomarmos aquela obra, paralisada, viabilizar os recursos para isso, concluir, equipar e colocar em funcionamento como prontoatendimento, em parceria com a Unisul, até as 22 horas. Passam pela emergência do HNSC por mês mais de sete mil pessoas e 60% deste público não são casos de emergência”, destaca o prefeito eleito.

O vice de Ponticelli é Caio Tokarski, que foi vereador e secretário-executivo da Agência de Desenvolvimento Regional em Tubarão. Então, agora está definido: Novo, Experiência e Trabalho!

Idosa dá exemplo de cidadania aos 84 anos
O voto é obrigatório para os cidadãos brasileiros alfabetizados maiores de 18 e menores de 70 anos e facultativo para quem tem 16 e 17 anos, para os maiores de 70 anos e para as pessoas analfabetas.

Atualmente existe, no Brasil, um total de 144 milhões de eleitores. Desse total, 510 mil têm 16 anos, 1,3 milhão estão com 17 anos, 7,2 milhões têm de 70 a 79 anos e quatro milhões estão acima dos 79 anos. Os analfabetos são 7,6 milhões. Com isso, o número de eleitores cujos votos são facultativos chega a cerca de 21 milhões.

É o caso da aposentada de Tubarão, Verônica Silveira Passarela, que aos 84 anos afirma que nunca perdeu um domingo de eleição e é a faz questão de acordar cedinho e ser a primeira da sua seção localizada na Escola Estadual Fábio Silva. “Enquanto eu tiver condições, exercerei o meu direito ao voto. Gosto de participar porque sei que terei o direito de cobrar. Sempre espero que a maioria elege aquele que possa ter as condições mais confiáveis em nos representar. Neste domingo (ontem) fiz questão de acompanhar a minha neta”, destaca a idosa, que pede uma atenção especial à segurança. “Há pouco tempo eu tinha uma lojinha no bairro Oficinas, mas decidi fechar porque foi invadida por ladrões. Espero mais proteção àqueles que pagam seus impostos”.

Os eleitores que são obrigados a votar e não comparecerem às urnas por três eleições consecutivas (cada turno é considerado uma eleição) podem ter o título cancelado. Sem o documento, o eleitor fica impedido, por exemplo, de contrair empréstimos em instituições financeiras governamentais, tirar passaporte e tomar posse em cargo público, caso seja aprovado em concurso.

A obrigatoriedade do voto no Brasil vem desde 1932, com a edição do Código Eleitoral daquele ano, sendo reiterada pela Constituição Federal de 1988. O voto, de acordo com especialistas, traduz o direito de escolha e reflete os ideais democráticos.


Verônica Silveira Passarela, aos 84 anos afirma que nunca perdeu um domingo de eleição. Ela resume: “Se Deus me dá saúde para vir votar, porque não deveria”
Foto:Rafael Andrade/Notisul