Zahyra Mattar
Jaguaruna

Ainda que tenha chovido, o calor fez vários veranistas e turistas buscarem as praias neste fim de semana. Em Jaguaruna, centenas espalharam-se pelos balneários Arroio Corrente, Esplanada, Campo Bom, Camacho e na Lagoa do Arroio Corrente. Para fazer a segurança de tantas pessoas, 24 guarda-vidas que atuam, nesta temporada, em Jaguaruna, dividiram-se entre as praias.

Como o Notisul divulgou na última sexta-feira, os guarda-vidas, sob o comando do Corpo de Bombeiros de Tubarão, têm a premissa de evitar os acidentes. A palavra de ordem é prevenção. Apesar do alerta feito sempre pelas autoridades, as pessoas ainda buscam pontos sem guarda-vidas para se banhar. Neste caso, o trabalho dos profissionais, que é, sim, digno de elogios, complica-se.

E foi justamente nestas condições que mais uma tragédia confirmou-se, ontem, na traiçoeira Lagoa do Arroio Corrente. Vanilda Gonçalvez, 40 anos, morreu, aproximadamente às 18h30min. Ela era natural de Criciúma e chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros. Levada para o Hospital de Caridade de Jaguaruna, a equipe da emergência tentou, por vários minutos, reverter a situação.

A mulher não recuperou os sinais vitais e foi dada como morta aproximadamente às 18h45min. As informações são que ela integrava uma excursão com amigos e todos entraram na água para se refrescar. Ninguém soube informar exatamente o que ocorreu. Quando viram, Vanilda já estava morta, a aproximadamente três metros da margem.

O corpo foi recolhido pelo IML e liberado em seguida para a família. Na lagoa, cuja profundidade chega a mais de 19 metros, existe apenas um guarda-vidas. Ele não conseguiria chegar a tempo. A lagoa é imensa e ele estava no outro lado de onde ocorreu a fatalidade.
No local, não existe nenhuma estrutura ou posto elevado de observação. Todo o trajeto é percorrido a pé e apenas por ele. Também não existe a limitação por bóias, o que facilita que os banhistas entrem cada vez mais fundo na lagoa.

Por dia, o guarda-vidas faz cerca de 30 atendimentos preventivos. Nos fins de semana, este número dobra. Novamente, as autoridades alertam para o perigo de nadar nas águas da lagoa. O ideal é procurar as praias, nos trechos onde há postos de guarda-vidas.