Zahyra Mattar
Tubarão

A equipe do programa de combate à dengue da prefeitura de Criciúma confirmou esta semana que dez das 13 larvas encontradas na última sexta-feira são do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue. Os vetores da doença estavam em uma transportadora. Este foi o sexto foco registrado este ano na cidade.

A situação fez acender, na Amurel, a luz vermelha de alerta. As autoridades de saúde dos municípios da região já promovem ações para intensificar a prevenção ao surgimento de focos do mosquito. ”Vemos isto com extrema preocupação. Afinal, ele (o mosquito) não está longe daqui e pode sim nos atingir a qualquer momento. Mas vai se proliferar somente se encontrar um local desprotegido. É fundamental que a população nos ajude neste momento”, conclama Cláudia Ochs, coordenadora do programa de combate e prevenção contra a dengue da 20ª gerência de saúde em Tubarão.

Não somente os focos do mosquito tiram o sono da coordenadora. A troca de comanda em algumas prefeituras da Amurel será motivo de reunião imediata com os eleitos já nos primeiros dias de janeiro. “Com um problemão logo ali (refere-se a Criciúma), não temos tempo para treinar novas equipes. Qualquer área descoberta agora será sinônimo de um problema incontrolável. Estamos na iminência de abdicar ao título de único estado sem dengue”, prioriza a coordenadora.

Cláudia ainda salienta que os novos gestores não precisam sacrificar os agentes por questões financeiras. Os recursos para manter os programas municipais de combate e prevenção a dengue vêm do governo federal e são repassados pontualmente. “Este programa não é um cabide de emprego”, pontua.

‘Cultive’ estes bons hábitos
Deixar a dengue fora de sua cidade requer postura de soldado. Afinal, a luta contra o Aedes aegypti é literalmente uma guerra contra a sua proliferação. Como não existem formas de erradicar totalmente o mosquito transmissor, a única forma de eliminar esta praga é exterminar os locais onde a fêmea se reproduz. Mudar hábitos não é fácil, mas também não é impossível. Comece agora:

Não deixe a água acumular-se em recipientes – dentro ou fora de sua casa – como, por exemplo, vasos, calhas, pneus, cacos de vidro, latas. Até mesmo uma inocente tampinha de garrafa pet pode ser tornar um berçário para o mosquito crescer.
Mantenha a caixa d’água, poços e cisternas de sua casa (bem) fechados.
Não cultive plantas em vasos com água. Use terra ou areia nestes casos. O efeito é o mesmo. Se os seus vasos já são com terra, nada de afogar a planta com água e deixar o líquido acumulado no pratinho. Coloque areia no recipiente para evitar que ele torne-se um criadouro do Aedes aegypti.
Caso a sua residência tenha piscina, trate a água com cloro e limpe-a constantemente. O ideal mesmo é deixá-la coberta ou vazia quando não for usar por um longo período.
Mantenha as calhas limpas e desentupidas.
Quando observar alguma situação onde há o risco de proliferação da doença, chame imediatamente um agente da Vigilância Epidemiológica ou do programa de combate à dengue da prefeitura de sua cidade. Em Tubarão, o telefone é o 3621-9028.

Lembre sempre
Na maioria dos casos, os focos do Aedes aegypti ficam dentro da casa das pessoas.
Os ovos do mosquito podem sobreviver em ambiente seco por aproximadamente 400 dias. Se neste período ele entrar em contato com água, poderá gerar uma larva e, em seguida, o mosquito. Isto significa que as medidas de prevenção devem ser feitas sempre, durante todo o ano.
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa, nem mesmo através de alimentos ou uso de objetos.
Fonte: Programa de combate e prevenção contra a dengue da 20ª
gerência de saúde da secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão.