É preciso encarar o suicídio como uma doença. Porém, pouco se fala sobre o assunto  -  Foto:JB Guedes/Divulgação/Notisul
É preciso encarar o suicídio como uma doença. Porém, pouco se fala sobre o assunto - Foto:JB Guedes/Divulgação/Notisul

Tubarão

Cerca de 200 pessoas participaram da campanha de conscientização ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, na Avenida Marcolino Martins Cabral, em Tubarão, neste sábado. A iniciativa serviu para sensibilizar as pessoas a tratarem o problema como caso de saúde pública. Foram entregues folhetos explicativos e lembrancinhas na “Caminhada pela Vida”, que se concentrou às 9h30min em frente ao Farol Shopping, com chegada em direção à Casa da Cidadania. 

Conforme a psicóloga e professora Patrícia Pozza, esta é a segunda edição do Setembro Amarelo na Cidade Azul e a partir do próximo ano deverá ser implantado um posto do Centro de Valorização da Vida (CVV) na cidade para apoiar as pessoas. “Em grande parte das vezes aqueles que almejam cometer o suicídio pedem socorro aos familiares e os que estão ao redor, colegas de trabalho, amigos. Até por Facebook hoje isso ocorre. Só que esse pedido de socorro não é explícito.

As pessoas se sentem intimidadas, não conversam sobre o assunto e nem buscam muitas vezes procurar informações. Eles precisam de uma escuta diferenciada”, afirma Patrícia.

O risco de tentar o suicídio é uma emergência médica. É possível encontrar ajuda em serviços de urgência e prontoatendimento clínico e psiquiátrico, além dos postos de saúde. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também existe como serviço sigiloso de apoio emocional para quem está com a intenção de se matar. 

Segundo a psicóloga, em Braço do Norte, os índices são mais elevados e maiores que a média nacional. “É fundamental que tenhamos instituições que trabalhem para as pessoas compreenderem que podem adoecer emocionalmente e que as dificuldades levam a pensamentos de querer acabar com tudo. Principalmente, para divulgarmos que podemos viver melhor e fazer uma sociedade melhor. É uma questão de prevenção”, assegura.

São 5,8 casos anuais para cada 100 mil habitantes de acordo com os dados de 2012, último ano em que o levantamento foi feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil está entre os dez países com as maiores taxas de suicídio do mundo.