Zahyra Mattar
Tubarão

Os trabalhadores das empresas Amilton Lemos Engenharia de Obras, de Tubarão, e Cooperativa de Caminhões de Capivari de Baixo (Coopertranscap) continuam de braços cruzados. Responsáveis pela duplicação do lote de obras 25 da BR-101, eles seguem com máquinas e caminhões estacionados sobre a passagem inferior que construíam no quilômetro 37, em Capivari de Baixo.

Como o Notisul antecipou na semana passada, o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) não intervirá na situação, já que se trata de um problema entre o consórcio Blokos/Emparsanco/Araguaia e os prestadores de serviços. O repasse referente às medições, feitas pelo Dnit, está em dia. A questão refere-se, exclusivamente, a problemas financeiros do consórcio.

O órgão nacional, obviamente, acompanha o caso. De qualquer forma, o departamento não irá, sob qualquer pretexto, alterar o cronograma do consórcio: eles precisam entregar 100% das pistas duplicadas até dezembro. Conforme já anunciado no fim de julho, quando os prestares de serviço fizeram greve pelo mesmo motivo, caso este prazo de duplicação do lote não seja cumprido, existe sim a possibilidade de rescisão do contrato.

O consórcio antecipou que pretende quitar os 50% da dívida com os trabalhadores até sexta-feira. Pelo menos foi esta a estimativa dos gestores repassada ao Dnit. Caso isso não seja cumprido, o grupo será notificado e, a partir daí, sofrerá as sanções previstas na lei das licitações.

A greve
Os prestadores de serviço do consórcio Blokos/Emparsanco/Araguaia, responsável pela duplicação do lote de obras 25 da BR-101, entre o acesso sul a Itapirubá, em Laguna, até a divisa de Capivari de Baixo com Tubarão, entraram em greve por tempo indeterminado na quarta-feira da semana passada.

Eles argumentam que não recebem seus vencimentos há seis meses e garantem que somente retomarão as atividade depois que o consórcio pagar pelo menos 50% da dívida que possui com as duas empresas, a Amilton Lemos Engenharia de Obras, de Tubarão, e Cooperativa de Caminhões de Capivari de Baixo (Coopertranscap). São mais de 30 caminhões, 20 equipamentos pesados, cerca de 50 homens e um montante a ser quitado de R$ 3 milhões, aproximadamente.

Paralisação exige maior cuidado para os motoristas
Com a greve dos trabalhadores terceirizados do lote de obras 25 da duplicação da BR-101, os motoristas devem ficar ainda mais atentos quando trafegarem no trecho entre Laguna e Capivari. Em muitos pontos, a sinalização é ineficiente porque não há funcionários para repor o que é destruído, seja por motoristas desatentos que passam por cima das placas, vândalos e o vento, como ocorreu na semana passada.

Além disso, os desvios, especialmente os oito pontos entre Laguna e Tubarão, merecem extrema atenção. Boa parte deles são pontos de travessia de pedestre e de grande fluxo urbano. Entre Laguna a Capivari de Baixo, os desvios estão no bairro Km 37, Santiago, Estiva, Vila Flor e no acesso a Capivari de Baixo.

Em Tubarão, o principal desvio está no quilômetro 334, nas obras do viaduto duplo de acesso ao centro da cidade. No trecho, o tráfego segue em desvio em ambos os sentidos da rodovia. Outro ponto perigoso é no bairro São Cristovão, onde é construída uma passagem inferior.

As obras no lote 25
Extensão: 29,9 quilômetros entre o acesso sul a Itapirubá, em Laguna, e Capivari de Baixo.

Pistas duplicadas: 9,5 quilômetros (31,77%).

Obras de arte especiais: Das oito obras previstas, apenas três estão prontas, todas em Laguna: passagens inferiores às comunidades de Nova Moradia, Estreito e praia do Sol. As outras seguem inacabadas: passagens inferiores às comunidades de Santiago (80%), Estiva (70%), Km 319,65 (45%), Vila Flor (10%) e a ponte sobre o Rio Capivari (5%). Os percentuais correspondem ao avanço dos trabalhos.