Os produtores de palmito que integram a Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro) estão espalhados pela região de Tubarão, Vale do Itajaí e grande Florianópolis.
Os produtores de palmito que integram a Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro) estão espalhados pela região de Tubarão, Vale do Itajaí e grande Florianópolis.

 

Karen Novochadlo
Tubarão
 
Há dois anos, a Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro) iniciava a atividade de produção de palmito em conserva. Hoje, 15% da produção é exportada para os Estados Unidos. A porcentagem poderia ser maior, mas falta matéria-prima na região para o processamento. 
 
Para este ano, está prevista a produção de 500 mil potes de conserva. Em 2010, foram 800 mil. “Este ano, ocorre o cultivo de novas palmeiras, e devemos ter uma produção maior daqui a pelo menos 2,5 anos”, explica o gerente de produção da unidade de conserva, Evilásio Cardoso. 
 
O plantio da palmeira iniciou em 2002. Cada pé leva entre 2,5 e quatro anos para se desenvolver e entrar no período de corte. Como é uma atividade recente, o agricultor encontrou uma certa dificuldade no início. Hoje, já se tem uma tecnologia estabelecida para a atividade. “Em Tubarão, a atividade tem 12 anos de história, enquanto o arroz, já tem mais de um século”, exemplifica Evilásio. 
 
Para construir a indústria, foram investidos R$ 2,5 milhões, entre 32 associados. Contudo, hoje apenas 20 produzem. “Doze ainda não se decidiram pela atividade”, conta o gerente. 
 
O plantio é um investimento de médio prazo. Enquanto, uma plantação de arroz é colhida em seis meses. O palmito demora. Mas o valor agregado do produto é alto e a produção vantajosa. 
 
O mercado catarinense, seguido pelo carioca e paulista, ainda é o principal consumidor. A demanda para a exportação é grande e vale a pena, devido à isenção fiscal que o produto recebe. Mas a produção de palmitos inteiros ainda não é suficiente. Somente 20% da palmeira real pode ser aproveitado para isso. 
 
Futuro
A meta inicial dos associados da Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro) é crescer 10% ao ano e ter 16 mil pés por hectare. Mas para atingi-la depende das condições do mercado e estímulos aos produtores. “É uma atividade que ainda está em consolidação e está dentro do projeto”, explica o presidente da Copagro, Dionísio Bressan Lemos. A indústria instalada tem condições de produzir 16 mil potes por dia. Hoje, são 2,5 mil. A falta de matéria-prima é a principal dificuldade. 
 
Atividade Rica
A fabricação do palmito é vantajosa. O tipo de planta, a palmeira real, é a ideal para as condições climáticas da região. E, como são poucos hectares em Tubarão, aproximadamente 12, não existem pragas na plantação. Só é necessário retirar as plantas invasoras e fazer a adubação da terra. 
“O palmito é consumido em classes com um poder aquisitivo maior”, explica o presidente da Copagro, Dionísio Bressan Lemos. No verão, a demanda aumenta, já que o litoral cconcentra mais consumidores.