O encarregado da obra, Adilson Ripoll, mostra o andamento dos trabalhos da microdrenagem em Tubarão. Com a ajuda de uma máquina, os operários da Coenco escavaram um buraco de sete metros às margens do rio.
O encarregado da obra, Adilson Ripoll, mostra o andamento dos trabalhos da microdrenagem em Tubarão. Com a ajuda de uma máquina, os operários da Coenco escavaram um buraco de sete metros às margens do rio.

Zahyra Mattar
Tubarão

Uma das mais importantes obras de prevenção a cheias na região, o desassoreamento do Rio Tubarão, entre a Cidade Azul e Laguna, começa a ser executada ainda este ano. A projeção do prazo é do secretário estadual de planejamento, Filipe Mello.

O projeto básico já é feito pelo estado e deve ficar pronto em dois meses. Assim que estiver finalizado, será contratado o projeto executivo, cujo documento não precisa necessariamente estar finalizado para lançar a concorrência pública e iniciar os trabalhos.

“As regras no governo federal mudaram. Agora é preciso ter o projeto executivo contratado, no mínimo, para acessar a verba. Como temos a rubrica, conseguiremos começar o trabalho este ano. A dragagem do Rio Tubarão é prioridade da minha secretaria no sul do estado”, destaca Mello,

Paralelamente ao projeto básico, o estado também fez a contratação do estudo de impacto ambiental, que segue em elaboração. A previsão é que fique pronto até o fim do ano.
Uma nova batimetria será feita. A anterior foi realizada com espaços de um metro entre um ponto de sondagem e outro. É preciso diminuir este espaçamento. Também são analisados os locais de nota fora do material a ser removido.

A areia do fundo do rio é contaminada por materiais pesados, não pode ser depositada em qualquer lugar. Os procedimento são mais complexos, assim como a licitação. Somente para estes três projetos, Santa catarina investirá uma cifra que pode chegar a R$ 9 milhões.
A parte financeira do governo federal será a execução da obra, orçada em pelo menos R$ 80 milhões. “Esta será a primeira obra a ser inteiramente executada pela secretaria de planejamento do estado”, orgulha-se Mello.

A obra
Em alguns pontos a calha do Rio Tubarão está 40% comprometida. É necessário remover pelo menos 6.831.455,075 metros cúbicos de material. A obra compreende 29,7 mil metros entre a área urbana de Tubarão até a foz, em Laguna. A última dragagem ocorreu há 29 anos e 10 meses.

Estado quer parceria com o UniParque

Uma parceria entre o governo do estado e a Unisul, em Tubarão, já começou a ser alinhavada. O assunto foi foco de um encontro, nesta sexta-feira, entre representantes do UniParque – Negócios de Inovação e Empreendedorismo da universidade com o secretário de planejamento, Filipe Mello.

Segundo ele, uma ideia já incubada no UniParque despertou grande interesse do governo. O projeto visa promover a identificação do déficit habitacional da região e mapear a ocupação de terras fundiárias consolidadas. “Com isso, o estado conseguirá promover a correta regularização dos moradores nestas áreas”, antecipa Mello.

Ele ressalta que, na apresentação do projeto, no ano passado, foi imediatamente abraçado como prioridade no planejamento. “Essas iniciativas fazem uma diferença extremamente positiva. A parceria com ações inovadoras é fundamental para Santa Catarina”, valoriza Mello.

Trabalhos da microdrenagem prosseguem

Angelica Brunatto
Tubarão

As obras de microdrenagem do rio Tubarão, executadas pela empresa Coenco, de Gravatal, continuam. Os serviços estão concentrados na avenida José Acácio Moreira (beira rio da Unisul), em frente à sede da secretaria de desenvolvimento regional (SDR).

Os trabalhos ainda estão no início. Após a expedição da licença ambiental para o corte de três árvores na beira rio, os operários escavaram sete metros de profundidade na margem do manancial. Este serviço é necessário para a colocação do dissipador.

“Isto que escoará a água pluvial para o rio”, explica o encarregado da obra, Adilson Ripoll. A previsão é que nos próximos dias esta etapa esteja finalizada.
Ainda são necessários cuidados com a execução das obras na margem direita. “Temos alguns empecilhos, como uma rede de água e energia. Também há um cabo de fibra óptica que passa pelo local”, relata Adilson.

O próximo passo é realizar a escavação para instalar as galerias. “O material já está na obra”, revela o encarregado.
A obra de microdrenagem na margem esquerda do rio Tubarão tem o objetivo de prevenir contra enchentes e evitar grandes alagamentos em toda a região dos bairros Humaitá, Dehon, Morrotes, Vila Elisa e Centro. Cerca de 28 mil pessoas serão beneficiadas. A execução do projeto é aguardada desde 2009.

A microdrenagem
Em meados de abril, a obra de microdrenagem em Tubarão teve que ser paralisada. O motivo: a rede de água e a de fibra óptica que passam pela rua precisam ser removidas. Além disso, para a instalação da caixa coletora, que ligará a tubulação da avenida José Acácio com a da Luiz Pedro de Oliveira, é necessário o uso de um bate-estaca.

Por causa destes empecilhos, foi mudado o rumo do projeto foi mudado. Os operários começaram a trabalhar na margem do rio. Mas outro problema foi encontrado: era necessária a expedição de uma licença ambiental para o corte de três árvores para a continuação das obras.

Além da microdrenagem, o projeto envolve a construção de galerias, implantação de caixas de ligação e passagem d’água. A obra foi licitada pelo valor de R$ 3.933.318,69. Estes recursos são do governo federal, e a prefeitura participa financeiramente com pouco mais de R$ 1 milhão.

O projeto da microdrenagem será completado, ainda, pela construção de três estações elevatórias. Duas na avenida Padre Geraldo Spettmann (da rodoviária) – uma na esquina com a avenida Getúlio Vargas (beira-rio – cabeceira da ponte Nereu Ramos) e outra no fim da avenida, próximo à BR-101.
A terceira fica na comunidade do Pantanal. Esta obra beneficiará cerca de oito mil famílias. O investimento deverá ser de quase R$ 500 mil, cuja origem também é um convênio entre a prefeitura, que dará uma contrapartida, e o governo federal.