Por enquanto, a travessia sobre o Rio Congonhas continua a ser feita pela ponte de madeira.
Por enquanto, a travessia sobre o Rio Congonhas continua a ser feita pela ponte de madeira.

Priscila Loch
Tubarão

Um ofício foi enviado à Amurel pela prefeitura de Jaguaruna solicitando ajuda para resolver o imbróglio que envolve a Ponte de Congonhas, na divisa com Tubarão. A questão é que já faz mais de três meses que o projeto foi enviado para readequação, mas o engenheiro contratado para elaborar o documento ainda não entregou.
A travessia terá 60 metros, e o projeto inicial previa 15 metros a menos. O serviço de alteração foi terceirizado e os prazos de entrega foram prorrogados algumas vezes e por enquanto não há uma previsão de conclusão.

A grande dificuldade, relata o engenheiro civil da prefeitura, Neemias Santos, tem sido contatar o engenheiro contratado. Nem por telefone, nem por e-mail. “Nem mesmo o pagamento pelo serviço foi efetuado”, conta Neemias.
É neste ponto que a associação dos municípios pode auxiliar. Porém, se não houver êxito, um outro profissional pode ser escolhido para modificar o projeto, por intermédio da própria Amurel. Neste caso, o processo recomeçaria do zero e os usuários da ponte precisariam ter ainda mais paciência até o início efetivo da construção da estrutura de concreto.

Somente após o projeto readequado será possível começar a obra. “Isso porque o projeto prevê novo cálculo, todas as análises de força, carga, o que vai passar por cima da ponte, se o material vai suportar os veículos, toda a ferragem precisa ser detalhada. Não é um trabalho tão simples assim”, explica Neemias.

Nada de obra antes do verão…

Além do comprimento da passagem, será preciso alterar também o tamanho dos pilares de sustentação e o modelo da ponte. Conforme a sondagem do rio, a profundidade é maior do que o projeto previa. As estacas só serão fincadas com segurança a mais de 34 metros abaixo d’água, valor além do estimado (menos de 30 metros).

A travessia de concreto será construída ao lado da estrutura de madeira (do lado esquerdo de quem segue de Tubarão para Jaguaruna). Como a ponte será mais extensa que o previsto, provavelmente será necessário pedir um aditivo financeiro, que deve ser bancado pelas administrações municipais.

Com tanto problemas, os usuários da ponte estão cada vez mais pessimistas quanto ao início da obra. A grande aposta a partir da ordem de serviço, em maio, era que a nova travessia, com pista dupla, seria uma alternativa ao tráfego pesado da BR-101 no verão para quem se deslocasse a praias como o Camacho, em Jaguaruna, e o Farol de Santa Marta, em Laguna. O jeito é esperar para o verão 2013/2014.

Relembre

• A construção de uma passagem de concreto é reivindicada desde 2006, já que a estrutura de madeira está muito precária e gera insegurança nos usuários.
• A nova travessia sobre o rio Congonhas terá oito metros de largura, duas pistas de rolamento e passagem para pedestres.
• A empresa Souza e Esmeraldino venceu a licitação para construir a nova ponte de Congonhas por R$ 744.591,80. Deste total, R$ 600 mil será proveniente do governo do estado e cada prefeitura dará uma contrapartida de R$ 92.704,10.
• O único trabalho visível da obra após a assinatura da ordem de serviço era os tapumes para cercamento do canteiro de obras. Mas as peças de madeira foram furtadas.
• A Souza e Esmeraldino aguarda a readequação do projeto para iniciar efetivamente as obras.
• O prefeito de Jaguaruna, Inimar Felisbino Duarte (PMDB), descartou em outra oportunidade a possibilidade de refazer a licitação por causa da modificação do projeto.